O comentário abaixo foi enviado à coluna pelo amigo João Marcos de Lima Araújo, o Marcão, desportista, presidente estadual da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e lutador incansável das causas democráticas:
“O futebol paraense, muito como reflexo das gestões exibidas, em 2016 virou de ponta-cabeça. O desnivelamento entre os titãs Paysandu e Remo, mostra um sério risco a nossa capacidade de firmar nosso Estado no mapa do futebol nacional.
O Remo chega ao fundo do poço. Sem equipe, sem estádio, dívidas aos montes e uma diretoria que lembra anos 70, tudo cheira ao caos.
Do lado oposto, do Papão, apesar dos avanços, hotel, Curuzu reformada, marca Lobo, patrocínios chegando. Mas, continua sendo desrespeitado, como recentemente pela CBF e Conmebol na ‘barração’na Sul-americana.
Ou esses dois se impõem, ampliam a visão de mundo e de projetos de gestão, amparados um no outro e nas suas apaixonadas torcidas, ou não vejo horizonte positivo.
Definir um projeto de soerguimento do esporte paraense, que tem uma forte imprensa setorizada e uma das maiores e melhores torcidas e amantes do futebol.
Esse projeto, que deveria incluir as equipes dos municípios paraenses, hoje uma realidade, deve pautar contratação de qualidade (sem submissão a empresários), investimento nas bases, aproveitamento nos atletas do interior do estado, programação de folha de pagamento de acordo com capacidade de investimento.
Além de envolver os agentes públicos e privados que possam/devam apoiar o esporte, tais como Banpará, Governo do Estado, prefeituras municipais, Vale, Belo Monte, Hydro e outras empresas que usam nossas riquezas primárias.
Esses agentes devem vir apoiar o esporte, se convencidos da viabilidade, baseada em projeto de fortalecimento do esporte e em planejamento profissional e transparente.
É sonho? É possível? Sim! É sonho de quem acredita ser possível ter de volta nossas cores respeitadas no restante do país, estádios lotados e surgimento de craques papachibés”.
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