Há muito tempo que o tal ranking de seleções que a Fifa desperta críticas e questionamentos. Tudo por se basear em critérios estapafúrdios, que nivelam competições inteiramente desiguais disputadas em todo o mundo. Só isso explica a incrível longevidade de Bélgica (7ª) e Colômbia (5ª) no top 10. Não contam os títulos obtidos, mas pontuações a cada jogo.
Desafio alguém a comprovar um feito expressivo na história da seleção belga que justifique sua insistente presença entre as melhores equipes do planeta. Em 2015, os belgas chegaram a liderar o ranking, meses depois de terem sido eliminados nas quartas de final da Copa no Brasil. A Colômbia, que cumpre campanha razoável nas Eliminatórias Sul-Americanas, também não ostenta retrospecto compatível com sua classificação.
O problema é que desde 2013 o tal ranking passou a definir os cabeças-de-chave no maior torneio de futebol do mundo, tanto que Bélgica e Suíça, seleções de nível médio, foram nomeadas para liderar chaves em2014. Defendo critérios mais rígidos e meritórios. Ranking só merece respeito se levar em conta o histórico de resultados e conquistas no futebol. Países que nunca chegaram nem perto de uma final de competição mundial ou mesmo continental (Copa do Mundo, Copa das Confederações, Eurocopa ou Copa América) não poderiam estar à frente de seleções campeãs do mundo.
Os cálculos são confusos e os critérios favorecem a valoração dos jogos e não dos títulos. Como a própria Fifa anda a rever conceitos já seria hora de corrigir e ajustar o tal ranking, motivo de piada entre os que levam futebol a sério. Do contrário, ficará a impressão de que a classificação pode ainda estar sob a influência das armações obscuras que mancharam a história da entidade desde a gestão de João Havelange.
Não por acaso, existem suspeitas de que o ranking seja alvo do interesse direto do poderoso mercado de apostas clandestinas.
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