Um jeito divertido e interessante de aprender tem despertado a atenção das crianças atendidas no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém. Elas estão entendendo a importância de desenvolver hábitos saudáveis de alimentação.
A ideia, criada pelos profissionais que atuam nas áreas de Humanização e Nutrição e Dietética do hospital, se apoia em um desenho de semáforo impresso em um banner. É nesse cenário que as crianças são estimuladas a interagir.
Elas têm a tarefa de depositar plaquinhas identificadas com alimentos em um recipiente em formato de bolinhas, nas cores vermelha (que significa nunca), amarela (às vezes) e verde (sempre).
Frituras, enlatados, suco em pó, bebidas açucaradas, tempero pronto e molho industrializado vão para o grupo vermelho. Já os cereais integrais, ovos, queijos para o grupo amarelo. Sucos naturais, legumes, hortaliças e leguminosas são destinados ao grupo verde.

Ao realizarem a brincadeira, as crianças vão recebendo as explicações das profissionais.
Quem estava na expectativa para que a atividade começasse logo e se empolgado foi o pequeno João Pedro Florêncio Cabral, de 6 anos, morador de Altamira.
Ele disse que aprendeu que “as comidinhas do sinal vermelho não são para comer todo dia”, como “jujubas, coisas doces”. João estava referindo-se ao grupo de alimentos carregados em açúcares.
Para a coordenadora do Serviço de Nutrição (SND), Renata Porto, a ação educativa significa uma aquisição de conhecimento que a criança leva para a vida.
“A gente entende que a educação nutricional são pequenos conhecimentos ao longo da vida e deve começar ainda na infância”, afirmou Renata.
Ao longo dos anos, acrescentou a profissional, essa construção permite que, ao se tornar adulto, a pessoa venha a ser mais criteriosa em suas escolhas, favorecendo bons hábitos alimentares.

“Mostramos para as crianças que o consumo exagerado de alimentos com muito açúcar, por exemplo, pode fazer mal à saúde”, observou a nutricionista da Pró-Saúde, Beatriz Damasceno, que também conduziu a ação com as crianças.
"Percebemos que muitas crianças fixaram sobre o consumo exagerado de doces. Mas o interessante disso é que em uma outra ação elas podem aprendem mais coisas e por aí vai. A ideia é construir o conhecimento a longo prazo”, afirmou Beatriz.
A analista em Humanização, Jaasai Ribeiro, explicou a tônica da atividade. “Esta ação é um braço de um projeto maior que desenvolvemos aqui no hospital com as crianças internadas: o projeto Canto do Chefe. Desta vez, buscamos levar para as crianças que são atendidas pelo serviço ambulatorial a educação alimentar que, por sua vez, contribui para a qualidade dos pequenos”, disse.

Inaugurado em 2015, o Oncológico Infantil é um hospital pertencente ao Governo do Estado do Pará e é gerenciado pela entidade filantrópica Pró-Saúde, por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
A unidade é referência no tratamento contra o câncer em crianças e adolescentes com até 19 anos de idade. Em média, o hospital atende cerca de mil pacientes por mês entre consultas, atendimentos ambulatoriais, exames e cirurgias.
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