A inteligência artificial (IA) tem deixado de ser uma ferramenta exclusiva do universo da tecnologia para se tornar uma importante aliada na rotina de quem se prepara para concursos públicos. Utilizada para resumir conteúdos, esclarecer dúvidas, elaborar questões de revisão e até simular provas discursivas, a tecnologia vem mudando a forma como milhares de candidatos estudam em todo o país.
Entre os concurseiros que já incorporaram a IA à preparação está Jorge Luis Brito Tavares, servidor público do Instituto de Gestão Previdenciária e Proteção Social do Estado do Pará (IGEPPS-PA), formado em Ciências Sociais e Pedagogia e com um histórico de aprovações em concursos como Escola de Sargentos, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, IGEPPS, EBSERH e Câmara dos Deputados.
Segundo ele, o interesse pela ferramenta surgiu a partir do contato com outros candidatos que já utilizavam a tecnologia como complemento aos materiais tradicionais de estudo.
“Eu já utilizava plataformas de questões e cursos online pela praticidade e economia. Ao conversar com outros concurseiros, percebi o crescimento do uso da inteligência artificial como apoio aos estudos e resolvi experimentar”, relata.
Durante sua preparação para o concurso de Policial Legislativo da Câmara dos Deputados, no qual foi aprovado na primeira fase e aguarda o resultado das etapas seguintes, Jorge utilizou a IA principalmente para treinar questões discursivas e a elaboração de peças técnicas.
Além disso, a tecnologia também foi empregada na produção de resumos, na criação de conteúdos em áudio e na revisão de temas que exigiam maior aprofundamento.
“O ChatGPT, mesmo na versão gratuita, ajuda bastante a resumir conteúdos e a criar questões sobre disciplinas muito específicas, especialmente aquelas para as quais existe pouco material disponível”, explica.

Economia de tempo e personalização
Entre as principais vantagens apontadas pelo servidor está a economia de tempo. De acordo com ele, a IA permite reunir informações que normalmente exigiriam consultas a diversos professores, sites, apostilas e PDFs.
“A ferramenta consegue indicar os assuntos com maior probabilidade de serem cobrados pela banca examinadora. Em vez de pesquisar em várias fontes diferentes, basta fazer um bom comando e obter um material direcionado para a sua necessidade”, afirma.
Para Jorge, outro diferencial importante é a personalização do aprendizado. Enquanto muitos materiais preparatórios apresentam conteúdos amplos e genéricos, a inteligência artificial pode oferecer respostas mais específicas e adaptadas às dúvidas individuais de cada estudante.
“A IA consegue reunir diversas fontes de informação e apresentar o conteúdo exatamente da forma que o candidato precisa naquele momento. Isso torna o estudo mais eficiente e objetivo”, destaca.
Facilita ou melhora o aprendizado?
Embora muitas pessoas enxerguem a inteligência artificial apenas como uma ferramenta de consulta rápida, Jorge acredita que seu impacto vai além do simples acesso à informação.
“Ela pode melhorar o aprendizado. A facilidade para encontrar informações relevantes é justamente uma das bases dessa melhoria. A inteligência artificial pode conter praticamente qualquer conhecimento, mas o resultado depende da qualidade do comando que o usuário fornece”, explica.
O conceito citado por ele faz referência aos chamados “prompts”, instruções utilizadas para direcionar as respostas das plataformas de IA. Quanto mais específico e detalhado for o pedido, maior a chance de receber conteúdos relevantes e adequados ao objetivo do estudo.
Cuidados necessários
Apesar dos benefícios, especialistas e usuários experientes alertam que a tecnologia não deve substituir totalmente os materiais tradicionais nem a análise crítica do estudante.
Para Jorge, o principal cuidado é verificar a origem das informações apresentadas pela ferramenta.
“As pessoas devem sempre solicitar fontes e referências. A inteligência artificial é excelente e traz inúmeras vantagens, mas ainda pode cometer erros. Por isso, é importante saber de onde veio a informação que está sendo consumida”, orienta.
Ele ressalta que a IA deve ser encarada como uma ferramenta complementar, capaz de potencializar o aprendizado, mas não de substituir a leitura da legislação, dos editais, da jurisprudência e dos materiais produzidos por professores especializados.
Quer saber mais notícias de concursos e empregos? Acesse nosso canal no WhatsApp
Tendência sem volta
Com a popularização das plataformas de inteligência artificial, a expectativa é que seu uso se torne cada vez mais comum entre candidatos a concursos públicos. A possibilidade de personalizar estudos, otimizar tempo e acessar informações de forma rápida faz da tecnologia uma forte aliada para quem busca aprovação.
No entanto, o sucesso dessa parceria depende do uso consciente da ferramenta. Quando combinada com disciplina, senso crítico e boas fontes de informação, a inteligência artificial pode se transformar em um importante diferencial na preparação dos concurseiros.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar