Em meio ao colorido tradicional do Arrastão do Pavulagem, um dos eventos culturais mais emblemáticos de Belém, uma situação inusitada acabou chamando atenção nas redes sociais e gerando debate entre torcedores do Paysandu. O que seria apenas um registro espontâneo de celebração virou uma polêmica envolvendo cobrança por fotos e identidade de mascote.
Segundo relato publicado por uma torcedora bicolor, ela teria sido surpreendida ao tentar tirar uma foto com um personagem fantasiado de mascote do clube. De acordo com a mulher, o indivíduo teria cobrado R$ 5 para permitir o registro com o próprio celular.
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COBRANÇA INESPERADA DURANTE EVENTO CULTURAL
A torcedora afirmou que a intenção era apenas fazer uma foto simples durante o evento, mas acabou se surpreendendo com a exigência de pagamento.
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Posteriormente, ela relatou ter descoberto que o personagem em questão não fazia parte da equipe oficial de mascotes do Paysandu, o que aumentou a repercussão do caso entre os usuários das redes sociais.
PERFIL SE MANIFESTA E AFIRMA SER O PERSONAGEM
Após a divulgação do relato, o perfil @loboraiz_1914 comentou na postagem e afirmou ser a pessoa citada no vídeo. Em um longo desabafo, o usuário declarou que não obrigou ninguém a tirar foto e defendeu a cobrança como parte de um trabalho realizado com a fantasia. Segundo ele, o uso do figurino, que pode pesar entre 20 e 30 quilos, exige esforço e dedicação, especialmente em eventos sob sol forte.
O perfil também relatou situações anteriores em que teria permitido fotos gratuitas ou recebido valores simbólicos, afirmando que o trabalho como personagem é frequentemente contratado. Em outro trecho, destacou ainda a importância de reconhecer o valor do serviço prestado e criticou a repercussão do caso nas redes sociais.
DEBATE SOBRE VALOR E RECONHECIMENTO
Na mesma manifestação, o personagem afirmou que a cobrança de R$ 5 estaria relacionada ao custo e ao esforço envolvido na atividade. "Não importa se o celular é dela ou meu, é R$ 5, duas poses", escreveu, ao comentar o episódio.
O perfil também reagiu a críticas, dizendo que muitas pessoas tiram fotos com personagens sem conhecer o contexto do trabalho realizado.
COMPARAÇÃO COM O "PAPA DO PAPÃO"
Em sua publicação, a torcedora mencionou outro personagem bastante conhecido entre os bicolores: o "Papa do Papão". Ela afirmou que, diferentemente do caso relatado, o tradicional mascote não cobra para tirar fotos com torcedores, mesmo após enfrentar dificuldades pessoais, como um incêndio que atingiu sua casa.
A comparação acabou ampliando o debate entre torcedores sobre a atuação de personagens fantasiados em eventos públicos e a relação entre cultura popular, trabalho informal e interação com o público.
CASO REPERCUTE ENTRE TORCEDORES
O episódio rapidamente ganhou repercussão entre torcedores do Paysandu e usuários das redes sociais, dividindo opiniões sobre a cobrança e sobre os limites da atuação de personagens não oficiais em eventos culturais.
Enquanto parte do público questionou a prática, outros defenderam o trabalho realizado com fantasias e a possibilidade de remuneração em situações de evento. O caso segue repercutindo como mais um episódio que cruza cultura popular, identidade esportiva e redes sociais em Belém.
VÍDEO:
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