As médias no Exame Nacional do Ensino Médio não devem ser vistas como o único critério para pais adotarem escolas para os filhos. A opinião é de George de Castro, consultor especializado em Enem.
Os resultados das provas de novembro de 2014, por escolas, foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação. Ao todo, foram avaliadas 15.640 escolas. As 20 melhores escolas, segundo o ranking, são todas particulares.
De acordo com ele, o ranking do MEC dá margem para muitas análises. “É preciso entender o que se busca no ranking. Posso ter uma análise só pelos 30 melhores alunos, pelo número de participantes, entre outros”, diz.
Priorizar apenas os números do Enem, segundo o especialista, é uma simplificação a ser evitada. “A média absoluta não diz muito sobre a realidade das escolas”, enfatiza.
No ranking geral, o primeiro lugar no Pará é do CEI, uma escola em Icoaraci, distrito de Belém, que participou com apenas 27 alunos. “Comparado com outras escolas de Belém, que participaram com 400 alunos, não é muito justo. A tendência é que a escola com maior número de alunos tenha sempre uma média menor na pontuação e, consequentemente, uma pior colocação no ranking geral”.
Por isso, neste ano, o levantamento feito pelo Inep traz outros indicadores para contextualizar as notas: permanência na escola, taxas de rendimento (aprovação, reprovação e abandono) verificadas no Censo Escolar da Educação Básica, nível socioeconômico (INSE) e a formação docente.
“O ranking é um bom parâmetro, mas não pode ser o único critério a ser levado em conta”, finalizou.
(Antônio Santos/DOL)
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