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Pesquisa diz que 28% das empresas regem dados assertivamente

quinta-feira, 10/03/2022, 12:14 - Atualizado em 10/03/2022, 16:42 - Autor: DINO

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Em um cenário de revolução digital acelerada pela pandemia de Covid-19, sete em cada dez executivos (73%) reconhecem que os dados são essenciais para uma empresa. Apesar disso, somente 28% são capazes de tratar esses dados de forma assertiva e transformá-los em informações relevantes, conforme indicativos do “Data Paradox” (Paradoxo dos Dados, em português), estudo global encomendado pela Dell Technologies e realizado pela Forrester Consulting. 

Para realizar a pesquisa, desenvolvida em maio de 2021, a consultoria coletou respostas de 4 mil diretores e tomadores de decisão em empreendimentos de 45 países, entre eles o Brasil. Para 43% dos entrevistados brasileiros, a crise sanitária ampliou de forma significativa o volume de dados que demandam coleta, armazenamento e análise por parte das organizações.

“Infelizmente, esses são dados alarmantes, mas que não são surpresa para quem trabalha na área de contabilidade e gestão financeira”, afirma Richard Clayton, fundador da Trinta Porcento, empresa que atua com contabilidade e gestão empresarial. “No Brasil, temos um grande déficit em educação financeira. Não falamos de forma assertiva sobre o tema em nosso convívio, seja nas famílias ou nas escolas. E isso, automaticamente, reflete nas empresas e nas tomadas de decisão”.

De fato, segundo estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre educação financeira em unidades escolares, 90% dos brasileiros aprendem sobre economia apenas com pais e familiares, e não em unidades escolares, o que coloca o Brasil bem abaixo de países como Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia.

Aliado a isso, prossegue Clayton, existe o maior dificultador dos empresários: a falta de tempo. Além de fazer o negócio se consolidar e crescer em curto espaço de tempo, ele [empreendedor] precisa gerir pessoas, focar em vendas e ainda cuidar da gestão financeira da empresa.

A análise de Clayton é confirmada por uma pesquisa do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), que mostra que quase metade (45%) dos donos de empresas se queixa da falta de tempo para o negócio. O estudo demonstra que 78% dos empresários costumam trabalhar aos sábados e 33% aos domingos. A pesquisa telefônica entrevistou 800 empreendedores do estado de São Paulo, entre os dias 23 de agosto e 9 de setembro de 2021.

BPO é opção para empresas

Na visão do empresário, considerando fatores como a sobrecarga e a falta a falta de tempo vivenciada por empreendedores, sobretudo de PMEs (Pequenas e Médias Empresas), o BPO (Business Process Outsourcing, na sigla em inglês - Terceirização de Processos de Negócios, em português) se torna uma boa saída.

“O BPO Financeiro, quando feito por uma empresa séria no mercado, é um grande aliado do empresário. Por ser especializada no assunto, a empresa de BPO conseguirá auxiliar nas tomadas de decisões e na parte operacional do financeiro. Além disso, permitirá que o empreendedor foque naquilo em que tem expertise e talento”, afirma.

Segundo Clayton, a terceirização de processos é uma alternativa que pode trazer resultados práticos para a gestão financeira. “Toda empresa de BPO financeiro precisa ter um processo simples, prático e funcional, atrelado a um bom sistema de gestão financeira. Outro ponto importante é conseguir manter um canal fácil de comunicação com o cliente para atender as demandas e tirar dúvidas, quando necessário”.

Ainda na visão do fundador da Trinta Porcento, uma boa terceirização consegue entregar relatórios diários demonstrando a conciliação bancária da empresa, seu fluxo de caixa contendo as receitas e despesas dentro de um período, além de provisionar todas as despesas conforme caixa disponível do cliente. “Um diferencial neste negócio são os insights que uma empresa especializada pode conceder ao seu cliente, tendo a experiência em outros negócios como um aliado”.

BPO pode ajudar empreendedores por necessidade

Para concluir, Clayton  observa que, no Brasil, há duas categorias de empreendedores, os de oportunidade e os de necessidade. O empreendedor de oportunidade é aquele que normalmente possui uma estrutura, seja ela familiar ou até mesmo de experiência de vida, que lhe permite ler as oportunidades de mercado e investir em algo que seja inovador ou tendência para os próximos anos.

Já o empreendedor por necessidade, avança, é aquele “criado” de uma circunstância desfavorável, seja ela proveniente de uma crise política, financeira ou sanitária, como a atual pandemia. “São para estes empreendedores [por necessidade] que a terceirização do financeiro se torna fundamental, pois permitirá que ele foque 100% naquilo que é essencial, tendo a tranquilidade de que o trabalho financeiro será feito da forma mais adequada possível, para o sucesso de seu negócio”, complementa.

No Brasil, a taxa de empreendedorismo por necessidade saltou de 37,5% para 50,4% durante a pandemia, segundo pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2020, realizada no país pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em parceria com o IBPQ (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade). A pesquisa também mostra que a falta de vagas formais foi um fator preponderante para abrir o próprio negócio. 

Para mais informações, basta acessar: http://trintaporcento.com.br/



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http://trintaporcento.com.br/
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