“Parece até que vai chover” é o nono livro individual de Raimundo Sodré. São 64 crônicas que exibem uma impressão cotidiana de fenômenos muitas vezes estigmatizados pela difícil compreensão. É uma aproximação, ao rés do chão, de temas abrigados em nichos intelectuais distantes, e que se tornam naturalmente próximos quando conjugamos saberes.
As crônicas exploram fenômenos no campo do comportamento, das relações sociais, dos eventos naturais particulares do planeta ou mesmo do infinito universo; e os tratam em versões do cientificismo correlacionadas aos saberes populares. Uma composição narrativa plural, amparada na liberdade criativa que a crônica proporciona.
Conteúdo relacionado:
- Clássico de Dalcídio Jurandir, Belém do Grão-Pará ganha nova edição
- Escritor consolida voz narrativa com lançamento de "A alquimia das horas"
- Entenda por que os livros de colorir viraram fenômeno entre jovens e adultos
Os temas são tratados como provocações, como pontos de partida para reflexões mais profundas. Como exemplo, destaca-se as alusões aos fenômenos climáticos, quando o autor, procurando dar uma razão e também um ponto de busca, data as crônicas para situá-las a um contexto específico.

“Parece até que vai chover” foi inspirado nos dizeres frequentes da avó Marieta e também na canção composta pelo músico Edir Gaya, nos anos 80, que tem na letra, o verso destacado agora como título do livro. A publicação tem a marca da Editora Cromos, capa do cartunista Paulo Emmanuel, prefácio do professor Hélio Santos, apresentação da Geógrafa Amaranta Sodré e orelha escrita pela Gestora em turismo Márcia Ferreira.
Sobre Raimundo Sodré
Começou escrevendo poesias na década de 80, ainda na Escola Técnica Federal do Pará, inspirado por um time poderosíssimo que contava com Cláudio Barradas, João Mercês, Adelermo Matos, Nery Filho e Alfredinho Oliveira. Ganhou concurso literário na UFPA, participou de coletâneas em Belém. Foi letrista do grupo musical Hera da Terra.
Entre os livros publicados destaca “O Operário em verso e prosa”; “O dia mais feliz...”; “O rio do meu lugar”, “Corrente”, “Janeiros” e “A rainha do rádio”, “Igarapé Piscina”, todos de crônicas. “A filha do holandês” e “Morte em La Paz”, de contos.
Teve crônicas integrando temas de concursos, vestibulares e também textos compondo trabalhos acadêmicos.
Participou do livro comemorativo pelos 30 anos da Rádio Cultura e esteve junto à Editora Cromos na Antologia de crônicas para Belém em homenagem aos 400 anos da cidade.
Em 2023 foi primeiro lugar na categoria crônica no Prêmio Selo OffFlip – Amazônia.
Em 2024, também teve crônica em destaque e poesia selecionada na publicação do prêmio OffFlip – Terra, de amplitude nacional.
É operário aposentado da indústria de transformação, jubilado do curso de Geologia. Escritor de jornal e livros. Paraense do Xapuri, no Acre. Filho de seringueiro, ex-centroavante do Internacional da Mauriti. É membro fundador da Academia Barcarenense de letras. Técnico em Mineração, de ofício.
Serviço:
Lançamento : 30 de janeiro a partir de 17 horas
Local: Livraria Ifá – Barão do triunfo 3174, bairro do Marco
Haverá sessão de autógrafos e a apresentação do compositor Edir Gaya
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar