Já começou a jornada para o 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc, festival com recorte inédito dedicado à produção audiovisual do Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa: Amazônias singulares, mas irmanadas, que ousam dizer em voz alta o próprio nome. Narradoras e protagonistas de suas histórias.
Realizadores dos nove países têm até o dia 20 de janeiro para submeter seus filmes de curta ou longa-metragem para compor a seleção do festival, que exibe e premia o que de mais potente e expressivo floresce nesse território tão extenso e tão diverso.
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A 11ª edição do AmazôniaFiDoc conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil, com apoio cultural do Governo do Estado do Pará, do Sesc-Pará, do Fórum dos Festivais e da Prefeitura de Belém. A realização e produção é da Z Filmes e Instituto Culta da Amazônia.
O evento, que já integra o calendário cultural paraense do mês de novembro, teve a data de realização deslocada por conta da COP-30 e outras mostras de cinema que desembarcaram em Belém na esteira do encontro internacional. Será realizado entre 28 de abril e 06 de maio de 2026, na capital e em cidades ribeirinhas.
Esta edição vem à tona em um momento de atenção global ampliada para a Amazônia, especialmente nesse contexto pós-COP, quando o território ocupa o centro dos debates sobre clima, cultura, sustentabilidade e futuro. Essa conjuntura também se reflete no reconhecimento crescente do cinema amazônico, com produções recentes amplamente premiadas em festivais nacionais e internacionais, como “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho; “O Barulho da Noite”, de Eva Pereira; “Mestras”, de Aíla e Roberta Carvalho; e o curta “Boiuna”, de Adriana de Faria, entre outras obras que reafirmam a potência criativa da região.
Premiação em dinheiro
Estão aptas a participar da competição obras de ficção, documentário ou animação, finalizadas a partir de 1º de agosto de 2024 e que não tenham sido exibidas em circuito comercial ou em qualquer outro evento, mostra ou festival na cidade de Belém, e que também não tenham sido exploradas comercialmente por qualquer mídia em todo território brasileiro. Os filmes serão avaliados por uma comissão composta por seis curadores profissionais, que direcionarão os selecionados à mostra mais adequada, considerando linguagem e outros requisitos artísticos e técnicos. Serão realizadas duas Mostras Competitivas Pan-Amazônicas e duas Mostras Competitivas da Amazônia Legal: uma de curtas e média-metragens (filmes com até 51 minutos) e outra apenas para telefilmes/longa-metragem (filmes com no mínimo 52 minutos).
Uma grande conquista para a 11ª edição é o retorno da premiação oficial, com quatro prêmios em dinheiro, além do Troféu AmazoniaFiDoc nas categorias de melhor curta e melhor longa da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal. Serão 30 mil reais em premiação, distribuídos em quatro categorias, sendo dois prêmios no valor de 10 mil reais para cada longa e dois prêmios no valor de 5 mil reais para cada curta indicado pelo júri oficial.
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Sobre o festival
Criado em 2009, o Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc tem a missão de democratizar o acesso à cinematografia amazônica, ampliar a visibilidade das produções realizadas fora dos grandes centros e promover o cinema como ferramenta de impacto social, formação, memória e reflexão crítica. Da primeira edição até hoje, o Festival ganhou amplitude e relevância - somando quase 60 mil espectadores, 700 filmes entre documentários e ficções, mais de 150 artistas convidados - entre cineastas e teóricos de diversas origens. Nomes como Jean Claude Bernadet, Adrian Cowell, Veronica Córdoba, Nora Izcue, Silvio Darin, Murilo Sales, Marta Rodrigues, Susanna Lira, Maya Da-Rin, Graciela Guarani, Erick Rocha, Sérgio Carvalho, Aurélio Michillis e Davi Kopenawa, entre tantos outros. Foram cerca de 60 oficinas e centenas de sessões educativas e de democratização oferecidas gratuitamente.
À frente do Amazônia FiDoc está a cineasta e produtora Zienhe Castro, fundadora da Z Filmes e uma das principais articuladoras do audiovisual no Pará. Com atuação reconhecida nacional e internacionalmente, Zienhe tem papel fundamental na construção de redes, na formação de novos realizadores e na defesa de políticas públicas para o cinema produzido na Amazônia. Para ela, o Amazônia FiDoc é, mais que uma iniciativa cultural, um gesto político.
“Seguimos pensando o cinema como território fecundo de interlocução entre os países pan-amazônicos e acreditando profundamente na sua capacidade de tradução da complexidade desse território. Nos últimos anos, começamos a colher os frutos da democratização do acesso aos recursos públicos para produção cinematográfica nos diversos Brasis e esse é um momento inédito, muito especial. A floresta precisa ser ouvida, e o Amazônia FiDoc é um canal para que essa escuta aconteça com sensibilidade e verdade”, afirma.
“O patrocínio da Petrobras amplia significativamente o alcance, a estrutura e o impacto do evento. O aporte permite fortalecer a convocatória, a premiação em dinheiro, as ações formativas e a circulação das obras, reafirmando o compromisso com a valorização do cinema produzido nas diversas Amazônias e com a democratização do acesso à cultura”, conclui Zienhe.
SERVIÇO
- 11ª edição do Amazônia FiDoc – Festival Pan-Amazônico de Cinema
- Inscrições e regulamento: https://filmfreeway.com/AmazoniaFiDoc
- Data: até o dia 20 de janeiro de 2026
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