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AÇÃO TRABALHISTA

BBB: Boninho é acusado de assédio moral por ex-câmeras

Oito ex-câmeras que trabalharam no reality show, acusam "Big Boss", além de denunciarem pessoas condições de trabalho.

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Imagem ilustrativa da notícia BBB: Boninho é acusado de assédio moral por ex-câmeras camera Boninho - que tem fama de "pavio curto" - foi acusado de assédio moral por ex-câmeras do BBB. | Reprodução/Instagram

O chefe dos chefes do 'Big Brother Brasil', Boninho, sempre causa alvoroço entres os participantes. O medo que algumas pessoas têm dele é nítido, nos vocabulários dentro e fora do reality.

Em uma mega ação trabalhista contra a TV Globo, Boninho é acusado de assédio moral por pelo menos oito ex-câmeras do BBB.

Nos autos do processo, os profissionais, que eram contratados por uma empresa terceirizada, alegam que eram submetidos a "tratamentos humilhantes e grosseiros" por parte do diretor. Eles afirmam ainda, que Boninho costumava gritar e ofender pessoalmente os trabalhadores.

Segundo o processo, Boninho chegou "a agarrar um dos profissionais pelo casaco após um pedido de ajuda".

O trabalhador solicitou que um colega soltasse a roda de sua câmera que ficou presa no cabo, o que o impedia de continuar circulando no trilho em que as câmeras se movimentam dentro do Câmera Cross (corredor onde ficam localizadas todas as câmeras ocultas da casa)".

Os trabalhadores alegam que a situação foi vivida por outro câmera, que também teria sido agarrado pelo casaco, onde o diretor supostamente o sacudia e o ofendia aos berros.

As acusações de assédio moral são gravíssimas. Os profissionais ainda citam na ação, as péssimas condições de "higiene e de trabalho, pois tinham que trabalhar nove horas seguidas, em um corredor estreito e escuro, sem qualquer condição de higiene".

Os ex-câmeras declararam também que "constantemente se deparavam com ratos, morcegos, ouriços, gambás, aranhas, marimbondos e cobras, sendo que um dos reclamantes chegou a ser picado por uma aranha". Há, ainda, relatos sobre "as portas de emergência serem trancadas, o que inviabilizava eventual fuga do ambiente, sendo que eles trabalhavam próximos a bolos de fios, alguns desencampados, o que aumentava o risco ao qual eram submetidos".

A TV Globo contestou judicialmente as denúncias, negando veementemente todas as acusações. "As alegações da inicial são completamente inverídicas. Os reclamantes jamais sofreram qualquer tipo de humilhação por parte do diretor e, muito menos, foram submetidos a condições de trabalho inóspitas. Enfim, a inicial é repleta de inverdades", diz um trecho do documento.

A emissora pediu a extinção da ação, alegando, entre outras coisas, que os ex-funcionários não atribuíram valor aos pedidos realizados na petição inicial, tendo colocado apenas uma estimativa individual para acordo, além de prescrição da extinção dos contratos trabalhistas. Os advogados da emissora disseram ainda, que os vídeos apresentados pelos profissionais na Justiça - que mostram as condições insalubres do então local de trabalho - podem ter sofrido manipulações através de edições.

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