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MÉDICOS ALERTAM

Hit do verão, bronze instantâneo é risco de queimadura grave

O produto e o serviço estão sendo vendidos em praias do Rio com absoluto sucesso entre os veranistas, mas os especialistas mostram que acompanhar a moda pode ser um grave risco perigo para a pele.

sábado, 08/01/2022, 21:18 - Atualizado em 08/01/2022, 21:18 - Autor: Com informações de Universa UOL


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| Reprodução/ redes sociais

O funk do bronze já é sucesso nas redes sociais e nas praias do Rio de Janeiro, apesar da repercussão médicos tem abominado a prática que vem se tornado cada vez mais comum nas praias cariocas.

Rose do Bronze trabalha todos os dias pelas areias de Copacabana vendendo um produto bronzeador que ela mesma prepara e a fórmula ela guarda a sete chaves. O bronzeador é vendido a 10 reais e pode ser aplicado pela vendedora ou pela cliente, que pode levar o frasco para usar quando quiser. Ela chega a atender mais de 30 pessoas por dia.

Quem anda pelas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, pode ouvir - entre os sons das ondas quebrando - como batidas do " funk da Rose": "Quer fazer um bronze hoje? Chama a Rose. Olha a parafina! Faz magrinha , faz gordinha, preta, loira e ruivinha. Não precisa ter vergonha, vem fazer sua marquinha ".

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A dermatologista Patrícia Silveira, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, alerta sobre os perigos do uso da parafina como acelerador de bronzeamento. "É perigoso por dois motivos: primeiro pelo fato de não ser biodegradável e, segundo, por facilitar as queimaduras solares", diz.

O bronzeado duradouro é aquele que vem aos poucos, porque se você se queimar durante a exposição ao sol, vai descascar e sua pele vai ficar toda manchada - Patrícia Silveira, a "dermogreen"

De acordo com Patrícia, o modo mais seguro de adquirir um bronzeado natural - fugindo de manchas, do fotoenvelhecimento e de doenças como o câncer de pele - é tomando sol aos poucos, pela manhã, antes das 10h, por cerca de 15 minutos, quando há maior índice de radiação ultravioleta A.

Além disso, um dermatologista orienta o consumo de alimentos com uma substância natural betacaroteno, como o mamão, cenoura, abóbora e laranja, e recomenda o uso de fotoprotetor, de preferência físico - e não químico, de uso mais comum - acima do fator 30 .

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