À primeira vista, parece apenas mais uma polêmica da internet, mas basta olhar com um pouco mais de atenção para perceber que o problema é bem profundo e preocupante. Em meio aos protestos virtuais, ameaças e discursos de ódio, o que vem à tona é uma realidade que muitos pais ainda insistem em ignorar: crianças estão expostas, sem filtros, a dinâmicas violentas e adultas dentro de jogos online.
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O influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, tornou públicas as ameaças que passou a receber no Instagram após mudanças recentes no Roblox, plataforma de jogos com público majoritariamente infantil. As mensagens, segundo ele, partiram de crianças revoltadas com a retirada do chat de voz do jogo, uma medida adotada pela empresa como reforço de segurança.
Protestos dentro do jogo e violência fora da tela
A reação não ficou restrita às redes sociais. Jogadores passaram a se organizar dentro do próprio Roblox para protestar contra a atualização, criando movimentos virtuais que rapidamente ganharam força. Felca acabou sendo apontado como responsável indireto pelas mudanças e se tornou alvo de ataques.
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Em publicações nos stories feitas na madrugada da última quinta-feira (15), o influenciador compartilhou prints de mensagens agressivas recebidas após a atualização da plataforma. Entre elas, ameaças explícitas como “Felca, eu vou te matar” e xingamentos diretos.
Um alerta antigo que volta à tona
A situação ganha ainda mais peso ao lembrar que, meses antes, Felca havia denunciado a chamada “adultização” de crianças em ambientes digitais. Em um vídeo que repercutiu amplamente, o influenciador alertou para comportamentos inadequados, exploração e a ausência de fiscalização efetiva em plataformas voltadas ao público infantil.
Na ocasião, o nome do influenciador Hytalo Santos foi citado como parte de uma denúncia envolvendo uma suposta rede de exploração sexual de crianças.
Ausência de supervisão: onde estão os pais?
O caso levanta um questionamento inevitável: quem está acompanhando o que essas crianças consomem, dizem e vivenciam online? As ameaças, organizadas e verbalizadas por perfis infantis, evidenciam não só o alcance dessas plataformas, mas também a ausência de supervisão.
Enquanto pais acreditam que os filhos estão “apenas jogando”, muitos deles interagem em espaços sem controle, com linguagem agressiva, mobilizações coletivas e acesso a ferramentas que extrapolam o entretenimento.
Veja os prints:
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