Maria do Carmo Santos, madrinha de Bruninho, filho do ex-goleiro Bruno e Eliza Samudio, divulgou uma carta na qual explica os detalhes do encontro cancelado entre o garoto de 15 anos e o pai.
O ex-goleiro não compareceu ao local combinado e depois alegou que havia uma armação. Segundo ela, Bruninho recebe mensagens de Bruno pelas redes sociais há mais de três anos, mas o garoto de 15 anos resistiu a qualquer tipo de contato com o pai.
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A decisão de aceitar um encontro não foi impulsiva. Ele teve medo, dúvidas e passou por um longo período de reflexão até decidir ouvir a versão de Bruno sobre os fatos.
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Maria do Carmo e Sônia, avó materna de Bruninho, respeitaram a vontade do adolescente.
Como o garoto é menor de idade, as duas exigiram estar presentes no encontro para garantir a segurança física e emocional dele.
O encontro que não aconteceu
O encontro foi marcado em um apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Bruno receberia o endereço 24 horas antes do dia combinado.
Ficou acordado que não haveria presença da esposa do ex-goleiro nem de jornalistas. Bruno teria ficado incomunicável durante todo o dia anterior ao encontro. Ele não atendeu o telefone e não respondeu às mensagens, como afirmam.
Maria do Carmo conta que organizou tudo em um local seguro e discreto, sempre com foco no bem-estar de Bruninho.
Quando Bruno alegou que o encontro seria uma "cilada" ou "armadilha", Maria do Carmo considerou a narrativa incoerente e fantasiosa. Ela afirmou que a acusação é injusta e vem de alguém que, segundo ela, atraiu Eliza para ciladas duas vezes.
A proposta de Bruninho
A carta expõe um detalhe importante: o objetivo do adolescente ao aceitar ver o pai ia além da curiosidade.
Bruninho pretendia fazer uma proposta a Bruno: abandonar todos os processos que a família move contra o ex-goleiro em troca de uma informação.
O garoto queria saber onde estão os restos mortais de Eliza Samudio para poder dar um enterro digno à mãe.
Maria do Carmo destacou que o adolescente não buscava vingança, dinheiro ou exposição. Ele queria apenas encerrar a dor de não ter um lugar para visitar e homenagear a mãe.
A versão de Bruno
Bruno declarou nas redes sociais que cancelou o encontro por "medidas de segurança". Ele afirmou que a avó de Bruninho e a advogada colocaram exigências que fogem da normalidade.
O ex-goleiro disse que uma das condições foi comparecer ao local sem a presença do próprio advogado.
Ele também alegou que soube que um "famoso repórter" estaria no local. Bruno afirmou que havia câmeras escondidas na casa e que a intenção era fazê-lo falar sobre Eliza para um suposto documentário.
Exposição indevida
Maria do Carmo criticou a conduta de Bruno após o cancelamento do encontro. Ela afirmou que o ex-goleiro vazou áudios para a imprensa e criou insinuações públicas sobre o caso.
A madrinha de Bruninho destacou a contradição nas declarações de Bruno:
- Em um momento, ele diz que o encontro com o filho era tudo o que mais desejava;
- No momento seguinte, ele constrói uma narrativa de ameaça e armação.
Maria do Carmo desafiou Bruno a provar suas acusações. Ela considera que houve um movimento calculado que transformou o gesto de um adolescente ferido em um palco de confusão e exposição.
O contexto do caso
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a 22 anos e 4 meses de prisão por matar a modelo Eliza Samudio, com quem teve um relacionamento. O ex-goleiro cumpre a pena em liberdade condicional.
Maria do Carmo afirmou que sabia que dava uma oportunidade a alguém que não merecia.
Ela ressaltou que Bruno ainda não pagou toda a pena pela qual foi condenado e que ele é um criminoso que está solto por causa das leis brasileiras.
Mesmo assim, ela respeitou a decisão de Bruninho de tentar o encontro.
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