O padre Danilo César firmou um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para se livrar de uma ação criminal por intolerância religiosa, após debochar de Preta Gil durante uma missa no Agreste da Paraíba. Em 2025, ele questionou, em tom provocativo, “por que os orixás não teriam ressuscitado Preta Gil?”, cantora que morreu aos 50 anos de idade no ano passado.
Segundo a homologação da juíza federal Cristiane Mendonça Lage, obtida pelo portal Splash, o pároco reconheceu a conduta discriminatória ao assinar um termo de confissão e se comprometeu a cumprir uma série de medidas educativas para evitar a retomada do processo.
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Entre as medidas do acordo, estão a realização de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa, com certificados reconhecidos inclusive a distância, e a produção de resenhas manuscritas das obras "A Justiça e a Mulher Negra", de Lívia Santana, "Cultos Afro-Paraibanos", de Valdir Lima, e do documentário "Obatalá", o Pai da Criação. Ele deve entregar essas resenhas e comprovar ao menos 20 horas dos cursos até o fim de junho.
Além disso, o acordo prevê o pagamento de R$ 4.863 à AACADE, associação de apoio a comunidades afrodescendentes, e a participação obrigatória do padre em um encontro inter-religioso em João Pessoa, que reunirá representantes da Igreja Católica, de religiões de matriz africana e familiares de Preta Gil.
O MPF acompanhará a organização do evento como parte das medidas educativas. Caso o padre descumpra qualquer uma das condições, o documento assinado poderá ser utilizado como prova em uma eventual reabertura da ação penal.
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Paralelamente, o cantor Gilberto Gil enviou uma notificação extrajudicial à Diocese de Campina Grande, responsável pela paróquia de Areial, e ao padre, cobrando retratação pública pelas declarações.
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