Tatá Werneck faz sucesso como Fedora, mais uma vez carregando na comédia. Mas após fotos sensuais, quer ampliar possibilidades
Brilhando em “Haja Coração” na pele da mimada Fedora e gravando seu novo programa no Multishow, Tatá Werneck não tem tido tempo nem para namorar. Mesmo assim, a atriz encontrou uma brecha na agenda para falar sobre como lida com as críticas, do seu ensaio sensual na revista “Vip”, do filme “Toc”, que será lançado em novembro, e ainda sobre o que não faz mais depois da fama. Confira a entrevista:
P: “Haja Coração” é uma novela muito positiva em termos de críticas, não é?
R: Essa novela foi uma grande surpresa porque fazer uma releitura é sempre um risco. Muitas pessoas já conhecem, é uma história que funcionava em um determinado momento... A gente ficou muito feliz, porque é sucesso de público e de críticas. Me chamam de Fefê na rua. É maravilhoso!
P: Você viu “Sassaricando”?
R: Não vi. E fiquei em dúvida se eu deveria ver ou não. Achei melhor não ver justamente porque como eles não queriam que parecesse com a primeira versão, não queria ficar com esse registro.
P: Nos lembramos dos gritos da Fedora. Você está perfeita. É um tapa na cara da crítica que falava que você não tinha dicção?
R: Não tenho problema de dicção. É um recurso que usava para comédia e que achei que pudesse ser necessário em outros trabalhos. Nessa novela não é, porque a Fedora é toda manhosinha. Fiz prova para a Unirio e um dos comentários da minha banca era que eu tinha a voz muito bem colocada.
P: As críticas te abalaram em algum momento?
R: Acho difícil um ator não se preocupar em nada com uma crítica porque a gente faz o nosso trabalho justamente para o público. Na época em que um senhor levou uma facada na Lagoa, lembro que saiu uma matéria com uma espécie de ranking, que dizia que a coisa mais comentada era a minha dicção. Falei: “meu Deus... Que inversão é essa? Como que as pessoas estão mais preocupadas em falar de um problema que eu nem tenho do que debater problemas reais?”.
P: Mas há um interesse muito grande na vida do outro. Você já se acostumou com isso também?
R: Não vivo essa vida. Uma vez eu estava com uma amiga e a chamei para ir ao shopping. Ela falou: “mas você está de chinelo!”. Respondi: “e daí?”. Matérias mentirosas me deixam chateada.
P: Como o que?
R: Ah, falam que eu dei ataque... Uma vez publicaram que eu dei ataque porque arrancava etiqueta, chamava segurança. Gente, eu uso roupa “kids”. Acabei de passar a vestir. Eu disse que tinha acabado de comprar roupa em uma loja infantil mesmo.
P: Você também se surpreendeu quando viu o resultado da “Vip”? Porque a gente vê que o humor é muito presente na sua vida... Até mesmo quando você vai publicar no seu Instagram uma foto da “Vip”’ você faz humor na legenda...
R: Eu falei: “esse mês sou eu, mês que vem é o Ary Toledo”.

A atriz liberou o lado mais sensusal em um um ensaio para uma revista. (Foto: divulgação)
P: É um personagem?
R: Eu não imaginei que fosse ter uma repercussão tão grande porque em 2014 ganhei um prêmio dado a mulheres tipo Isabelli Fontana: fui mulher do ano pela revista “GQ”. E também fiz fotos assim. O único motivo pelo qual fiz a “Vip” foi porque eu já deixei de fazer alguns trabalhos porque faço mais comédia. Pensei que talvez fosse a hora de abrir uma nova janela, sabe?
P: Quando propuseram isso, você já sabia que era assim? Tipo de calcinha e sem sutiã?
R: Eu falei que não ia pagar peitinho. Se fosse em um filme ou em uma série eu ficaria pelada. Mas para revista, não. A verdade é que não apareceu nada.
P: E namoro? A gente tem dificuldade de falar sobre isso...
R: Estou totalmente solteira.
P: Como você pega?
R: Eu estou solteira, mas não tenho essa coisa moderna que eu acho incrível de ir numa festa e ficar com um cara. Primeiro que eu nem vou a festas. Já aconteceu várias vezes de eu me maquiar, me arrumar e dormir com a roupa que eu ia sair porque eu estou muito cansada por estar fazendo a novela com o Multishow. Só fico quando já estou gostando muito.
P: Você só dá um beijo quando você já está gostando da pessoa?
R: Quando eu tenho muito interesse, sim.
P: Então se alguém te vir beijando outro alguém, é porque você já conhece há bastante tempo?
R: É! Exatamente. Eu já tenho um aproach bem grande com a pessoa.
P: E sua filha africana?
R: Na verdade não é uma filha. É uma afilhada.
P: Não é o mesmo caso do Bruno Gagliasso e da Geovanna Ewbank?
R: Não. Quando eu conheci, eu tentei trazê-la, mas o pai dela não liberou. Depois em uma época ele pensou em liberar... Se eu tivesse conseguido trazer, teria adotado. Mas não consegui, então eu sou só responsável.
P: Financeiramente?
R: É! Já fui algumas vezes visitá-la.
P: Você quer adotar um dia?
R: Eu quero ser mãe e quero adotar também.
P: O que você está gravando no Multishow?
R: É um programa com a minha banda: “O estranho show de Renatinho”.
P: O que você sonha fazer?
R: Eu estou realizando o que eu sempre sonhei. Fui assistir ao meu filme (“Toc”, que deve ser lançado em novembro) e chorei pra caramba. Uma vez, estava no cinema e pensei: “Deus, por favor, que um dia eu possa estar no cinema”.
P: E na vida pessoal?
R: Queria ter uma família de comercial de margarina: casada, com filhos...
P: O que você não faz mais?
R: Faço tudo na verdade, mas eu já fiz muito mosquito da dengue em ônibus. Isso eu não preciso mais, mas eu tenho a alma muito bagaceira, então não tem coisas que eu falo que eu não faço, mas faço. No programa “Tudo pela Audiência”, eu faço coisas inimagináveis.
P: Você é careta na vida?
R: Sou muito careta.
P: Você hoje tem espaço para alguém na sua vida?
R: Não. Esse ano não.
(Agência O Dia)
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