"Imagine criar um jogo tão bom que as pessoas o reinstalam voluntariamente 12 anos depois. A maioria dos jogos não sobrevive 12 semanas". Este foi um dos milhares de comentários publicados na internet após o anúncio da nova expansão de The Witcher III: Wild Hunt.
Para milhões de jogadores, a notícia bastou para transformar esta quarta-feira (27) em um momento histórico. A CD Projekt RED confirmou The Witcher 3: Wild Hunt- Songs of the Past, novo DLC do RPG estrelado por Geralt de Rívia, com lançamento previsto para 2027 no PS5, Xbox Series X|S e PC.
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O anúncio caiu como uma bomba na comunidade. Afinal, fazem 11 anos anos que The Witcher 3 foi lançado, em maio de 2015, e mesmo assim o jogo continua sendo tratado como referência máxima quando o assunto é RPG de mundo aberto. Inclusive, para muita gente, e para quem escreve também, The Witcher 3 segue sendo o melhor jogo de todos os tempos (RDR2 divide o topo).
A nova expansão está sendo desenvolvida em parceria com a Fool's Theory, estúdio formado por veteranos da própria franquia. Por enquanto, os detalhes da história permanecem em segredo, mas a promessa é clara: colocar os jogadores novamente no Continente ao lado de Geralt.
Vai bater mais recordes
O impacto do anúncio também ajuda a dimensionar o tamanho absurdo do legado deixado pelo game. Segundo números divulgados pela própria CD Projekt RED, The Witcher 3: Wild Hunt já ultrapassou 60 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro, consolidando o RPG entre os títulos mais importantes da história da indústria.
E não é exagero. Poucos jogos conseguiram atingir um nível tão alto de narrativa, construção de mundo e profundidade nas escolhas. Dos pântanos sombrios de Velen às ilhas geladas de Skellige, passando pelas ruas caóticas de Novigrad, cada região do Continente parecia viva, cheia de histórias, monstros e decisões moralmente pesadas.
O jogo também redefiniu a forma como expansões são vistas no mercado. Lançadas entre 2015 e 2016, Hearts of Stone e principalmente Blood and Wine elevaram o padrão da indústria.
Muitos jogadores tratam Blood and Wine praticamente como um jogo novo, graças ao tamanho da campanha, à região inédita de Toussaint e ao nível absurdo de qualidade entregue pela CD Projekt. Inclusive, a expansão terá um evento especial nesta quinta-feira, 28 de maio, em comemoração aos 10 anos de lançamento.
Bruxo mais amado da história
Outro ponto que ajudou a eternizar The Witcher 3 foi justamente o protagonista. Geralt de Rívia, o Bruxo mais amado da história, se transformou em um dos personagens mais marcantes dos videogames modernos, carregando um universo brutal, melancólico e ao mesmo tempo humano. Ele não era um herói perfeito. E talvez tenha sido exatamente isso que fez tanta gente se conectar com ele.
O combate com duas espadas, os contratos de monstros, o uso de poções, sinais mágicos e até atividades paralelas como Gwent acabaram criando uma experiência que ultrapassou o simples conceito de RPG. The Witcher 3 virou um fenômeno cultural.
Agora, quase mais de 10 anos depois do lançamento original, a franquia mostra que ainda tem força suficiente para parar a internet inteira apenas com um anúncio com poucas linhas. E se existe uma coisa que os fãs aprenderam ao longo dos anos, é que quando o medalhão vibra… algo grande está por perto.
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