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PARAZÃO 2023

Clássico se decide nos detalhes

O Remo dominou nas semifinais da Copa Verde, mas quem levou foi o Paysandu. Essa equação domínio x objetividade é crucial nos confrontos entre a dupla Re-Pa. “Matar o jogo” é preciso!

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Imagem ilustrativa da notícia Clássico se decide nos detalhes camera Azulinos e bicolores prometem mais um grande jogo, agora pelo Parazão. | Wagner Almeida / Diário do Pará

Fossem aplicadas no futebol as mesmas regras do boxe, o Remo teria vencido por ponto os dois clássicos da Copa Verde. Por mais que tivesse colocado o adversário nas cordas na reta final, o Paysandu perderia pela contagem dos 180 minutos. O Leão Azul foi amplamente superior em três dos quatro tempos do confronto, com o Papão vencendo de lavada apenas nos últimos 45 minutos. Mas as regras são diferentes e o time bicolor levou a melhor nas penalidades máximas.

A análise geral que ficou é que o Remo pecou pela falta de objetividade quando teve as chances de um nocaute, enquanto que o Paysandu soube assimilar os golpes para dar os golpes finais e fatais. A frase de Muricy Ramalho, de que a “bola pune”, se aplicou precisamente nesse caso. Ex-jogadores dos dois lados foram em uníssono nesse sentido.

“Como sabemos, em clássico não existe favorito. Aquele que aproveitar melhor as oportunidades de gols e matar, sempre será o vencedor”, comentou o ex-centroavante do Paysandu Róbson. O também bicolor Zé Augusto ressaltou que a melhora na reta final dos confrontos deu ao Papão uma condição melhor nos pênaltis. “No primeiro jogo eu achei o nível igual. O adversário achou um gol e se segurou o tempo todo. No segundo, o Remo teve um primeiro tempo bom e no segundo o Paysandu foi melhor. O Paysandu teve um melhor aproveitamento no segundo jogo e isso fez com que os jogadores tivessem um melhor desempenho nos pênaltis”.

Para Ivair, que fez história no gol do Remo no começo dos anos 2000, o time azulino pecou por não saber matar o jogo quando teve oportunidade e isso deu vida ao rival para que ele superasse as próprias deficiências para chegar à final da Copa Verde . “Tem coisas que só acontecem no futebol. O Remo dominou a maior parte do confronto, mas com poucas finalizações. O Paysandu aproveitou e chegou à condição de chegar à decisão, fez os gols que tinha que fazer”, disse. “O Remo recuou quando não podia. Jogou bem, mas poderia ter aproveitado melhor. Ainda assim, esse domínio foi com pouca objetividade. O Paysandu teve um domínio menor, mas foi mais competente nesse sentido. No futebol, quem não faz leva”, completou o Nego Gato.

Atual coordenador de futebol do Remo, Agnaldo de Jesus prega que tem que haver um equilíbrio entre o domínio e a objetividade. “O domínio tem que ser transformado em gols. Foi isso que faltou ao Remo, o que não é pouco. O Paysandu foi mais objetivo nas poucas chances que teve”, explicou o Seu Boneco, que destacou o que foi feito nos últimos dias para reverter esse quadro. “O Marcelo Cabo teve um bom trabalho durante a semana, cobrando a todos, esse equilíbrio pode dar as caras nesse clássico de domingo”.

Agnaldo garante que os dois rivais, que estarão mais uma vez frente a frente hoje à tarde, não encaram o clássico como menos importante. Não há tantas coisas palpáveis em jogo, mas é o que não se vê que faz a diferença. “Dizem que não tem importância, mas não existe isso em Remo e Paysandu. há sempre uma disputa enorme, exigência muito grande da torcida, principalmente, e dos dirigentes também”.

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