Paulo Henrique Ganso não está satisfeito no Santos. O meia se mostra "triste e chateado" com o posicionamento da diretoria, que apesar de ter recebido uma proposta da Inter, de Milão, recusou e não teve seu devido valor. "Fico triste e chateado por não ser valorizado pelo clube que eu defendo com todo o prazer. Bate uma tristeza, mas isso acontece no futebol", comentou em entrevista coletiva nesta terça-feira, no CT Rei Pelé.
O jogador pretendia ter um plano de carreira semelhante ao que o clube ofereceu ao seu companheiro Neymar. "É engraçado você falar que a Inter de Milão, última campeã mundial e da Europa, está interessada no meu futebol mesmo com a contusão e o Santos praticamente não me valorizou".
Inicialmente, o clube propôs um aumento salarial (R$ 275 mil por mês, contra R$ 130 mil do salário atual) e, em troca, o clube gostaria de 30% dos direitos de imagem do meia.
Ganso recusou a proposta e exigiu R$ 500 mil mensais para continuar. As negociações estacionaram. "Como todo profissional você quer um salário melhor e sempre vou buscar isso na minha carreira. Não quero que a multa seja abaixada, não pretendo fazer isso", afirmou Ganso. "As conversas podem ser retomadas, mas será em outras proporções". Seu vínculo atual se encerra apenas em 2015, com multa rescisória de 50 milhões de euros (R$ 109 milhões).
O meia "culpou" a contusão sofrida no joelho esquerdo que o afasta dos gramados desde 25 de agosto (dia do confronto contra o Grêmio, no Olímpico, pelo Campeonato Brasileiro) pela situação indefinida. "Se não houvesse a contusão, sem dúvida nenhuma isso já tinha sido resolvido, mas como isso aconteceu as coisas ficaram mais difíceis. Você jogar no Santos é excelente, mas poderia ficar melhor. Estou satisfeito por jogar em um grande clube, mas lógico que quero uma valorização maior", finalizou.
(eband)
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