A explicação de Ronaldo de que o futebol o atrapalhava no combate ao hipotireoidismo já causa controvérsia. Em entrevista à Rádio Band News FM, o médico Marcelo Bronstein, integrante da Sociedade Americana de Endocrinologia, garantiu que repor um hormônio que o organismo não produz adequadamente não pode ser considerado um caso de doping.
Durante a entrevista coletiva em que anunciou sua aposentadoria, nesta segunda-feira, no CT Joaquim Grava, o Fenômeno disse que não podia usar hormônios para combater o hipotireoidismo, doença que descobriu ter há quatro anos, por conta da possibilidade de ser pego no exame antidoping. O agora ex-atacante ainda culpou a doença por conta de seu excesso de peso.
Contudo, segundo Bronstein, quem sofre de hipotireoidismo costuma ter menos apetite. O médico reconheceu que a pessoa que produz menos hormônios na tireoide realmente tem o metabolismo mais lento e pode reter líquidos no organismo mais facilmente, mas disse que a doença não pode ser desculpa para o ganho de peso de nenhum paciente.
O hormônio não aparece na lista de substâncias proibidas divulgada pela Agência Mundial Antidoping em janeiro de 2011, documento que está disponível tanto no site da entidade como no do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).
O hipotireoidismo é uma doença causada pela diminuição de função da tireoide, principal glândula que regula o metabolismo do corpo. Caso a pessoa não se trate, o problema ocasiona falha na oxigenação dos músculos, o que leva a um esforço demasiado. Com isso, a doença pode ser responsável por inúmeras lesões. (eBand)
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