Muricy Ramalho tem repetido à exaustão que o Fluminense não faz distinção entre as competições que disputa. Para o treinador não é hora de priorizar a Copa Libertadores em detrimento do Campeonato Carioca. Agora é o momento de comprovar se a mensagem foi devidamente recebida pelos jogadores, que enfrentam o Boavista, neste sábado, às 16h (de Belém), no Engenhão, pelas semifinais da Taça Guanabara (primeiro turno do Estadual).
Amplamente favorito, a única coisa que parece capaz de causar um tropeço do clube tricolor é justamente a falta de concentração, a preocupação maior com a partida da próxima quarta-feira contra o Nacional, do Uruguai, também no Engenhão, pela segunda rodada da Libertadores.
Os tricolores garantem que terão total cautela e respeito com o adversário, até porque neles observam uma equipe bem montada e consciente de seu potencial. Estão cientes também que um revés pode ter consequências no ânimo do time para o jogo da Libertadores, em que precisam de uma vitória a qualquer custo depois do empate na estreia com o Argentinos Juniors.
“Para muitos, o Boavista é uma surpresa, mas quem acompanha sabe que tem um elenco de qualidade, tem feito bons jogos e se classificou com méritos. Eles vão lutar muito. A equipe é muito organizada. Vai ser difícil. Temos que ter na cabeça a importância dessa vitória”, disse Conca.
No papel, não há como comparar o elenco das duas equipes, separadas por milhões de reais em investimentos. Mas muitos jogadores do Boavista trazem longa rodagem consigo e já atuaram por grandes equipes. Certamente, não ficarão amedrontados diante do maior peso do manto tricolor. “Essa questão do investimento é só fora de campo. Lá dentro, todo mundo é igual. Não interessa quanto cada um ganha, a camisa que veste. No Boavista também há jogadores que passaram por grandes clubes. Seja para quem for, a derrota tem o mesmo gosto”, alertou Marquinho, que deve ganhar uma nova oportunidade entre os titulares.
Muricy está insatisfeito com o rendimento inconstante de Souza e vê em Marquinho maior poder de movimentação e marcação, uma versatilidade que pode ser útil. Fora essa mudança, o time deverá ser o mesmo que derrotou o Madureira, na última rodada, com Digão na zaga e Fred e Rafael Moura como dupla de ataque. (AE)
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