Depois dos tropeços recentes, a seleção brasileira entra em campo sob pressão nesta segunda-feira. No amistoso contra Gana, a partir das 15h45 (horário de Brasília), no acanhado Estádio Craven Cottage, em Londres, na Inglaterra, o Brasil tem obrigação de vencer para afastar a ameaça de crise no trabalho do técnico Mano Menezes. E, para isso, aposta na volta do astro Ronaldinho Gaúcho, que não era convocado há 10 meses e retorna como titular.
O jogo contra Gana é encarado por Mano Menezes como a chance de recuperar a confiança e o caminho das vitórias. A seleção brasileira vem de uma eliminação precoce na Copa América, diante do Paraguai, e de uma derrota para a Alemanha em amistoso realizado em Stuttgart. O Brasil, aliás, ainda não conseguiu vencer grandes adversários desde que o técnico assumiu o cargo - perdeu também para Argentina e França, além de empatar com a Holanda.
Para ajudar, o Brasil enfrentará um adversário que vem de boas atuações, mas que chega a Londres cansado e desfalcado. Gana apenas perdeu um jogo de seus últimos nove confrontos e é líder invicto de seu grupo nas Eliminatórias da Copa Africana de Nações. Mas desembarcou em Londres apenas no domingo, depois de ter jogado na última sexta-feira, quando ganhou em casa da Suazilândia.
Já vivendo a pressão do cargo, Mano Menezes sabe que o jogo desta segunda-feira é muito mais que amistoso. Ele precisa mostrar resultados. Assim, armou uma escalação bastante ofensiva, com o quarteto de frente formado por Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Leandro Damião. Enquanto isso, Lucas Leiva e Fernandinho serão responsáveis pela marcação no meio de campo e o lateral-esquerdo Marcelo ganha uma chance como titular, superando um mal-estar com o treinador.
Mas é em Ronaldinho Gaúcho que Mano Menezes realmente aposta. “Ele não é uma solução temporária”, avisou o treinador, feliz com a boa fase do astro do Flamengo no Campeonato Brasileiro - já foram 12 gols marcados. “Ronaldinho pode estar, sim, em 2014. Mesmo com idade mais avançada (31 anos), está bem e mostrando que é um líder técnico dentro de campo. Isso é extremamente positivo para a seleção.”
Segundo Mano Menezes, está depositada no astro do Flamengo a responsabilidade por executar o que até agora não se conseguiu na seleção brasileira: criatividade. “A tática existe, mas a execução não tem sido boa. Precisávamos de alguém para preencher a função que nos falta”, explicou o treinador, lembrando que Ronaldinho Gaúcho ficou com a vaga que seria de Robinho, cortado por contusão.
Outra mudança no ataque em relação aos últimos jogos do Brasil é a entrada de Leandro Damião no lugar de Alexandre Pato, que foi para o banco de reservas. “É muito cedo para dizer que Pato fracassou”, defendeu Mano Menezes, apesar de reconhecer que o que tem faltado para a seleção brasileira é justamente marcar o gol. “Temos atacantes promissores. Só precisam de mais rodagem internacional. Vamos mostrar que não produzimos só zagueiros”, avisou. (Diário do Pará)
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