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ESPORTE BRASIL

Vasco marca no fim e mantém sonho do título

Desde a decisão da Copa do Brasil, os vascaínos não viviam 15 minutos tão emocionantes como os deste domingo. No Engenhão, Vasco e Fluminense empatavam até os 45 minutos da etapa final e viam o Corinthians, que venceu o Figueirense, garantir o título. Mas

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Desde a decisão da Copa do Brasil, os vascaínos não viviam 15 minutos tão emocionantes como os deste domingo. No Engenhão, Vasco e Fluminense empatavam até os 45 minutos da etapa final e viam o Corinthians, que venceu o Figueirense, garantir o título. Mas um gol salvador de Bernardo deu a vitória de 2 a 1 para o Gigante da Colina, e renovou os sonhos vascaínos de levar mais um caneco. O ano de 2011, pelo visto, será difícil de esquecer para a torcida.

Com o resultado, o Gigante da Colina permanece a dois pontos de distância do líder da competição, que na próxima rodada enfrentará o rival Palmeiras. Já o Vasco terá pela frente o não menos cascudo Flamengo. Enquanto isso, o Fluminense pega o Botafogo.

Primeiro tempo bem disputado

Antes do apito inicial, ambos os times receberam apoio de dois símbolos de superação. Fred entrou em campo com a pequena Maria Clara, deficiente visual e sua fã nº1. Já o Vasco ainda tinha fresca na memória a cena de Ricardo Gomes jantando com o grupo.

E o apetite cruz-maltino pareceu não ter sido saciado no dia anterior. Tanto que o time teve um gol de Diego Souza mal anulado com pouco mais de um minuto de jogo. A fome de vitórias - e de título - do 4-4-2 clássico de Cristovão Borges era grande.

Sem espaço para seus principais astros, Deco e Fred, o Fluminense dependia da maior contribuição de seus coadjuvantes, entre eles Rafael Sobis. E quando este conseguiu abrir buracos, o seu companheiro de ataque conseguiu receber em boas condições e, mesmo com o desvio de Renato Silva, acertar a trave.

O Tricolor começou a igualar o confronto justamente com essa movimentação mais vertical do camisa 23 e de Marquinho. O apoiador, por sinal, teve uma excelente chance, quase na marca do pênalti. Melhor oportunidade mesmo, só a de Élton, na pequena área, a qual ele carimbou no travessão.

As declarações de Deco e Juninho na saída do primeiro tempo exemplificaram o que foi (e o que se esperava) do clássico: uma partida bem jogada, disputada e com boas chances de gol, para ambos os lados. Como todo clássico tem que ser.

Camisas 9 deixam suas marcas

Precisando de mais espaço na defesa tricolor para alcançar o triunfo, Cristovão sacou Élton e lançou Bernardo. Coube então a Diego Souza assumir o papel de referência do ataque. A proposta era ampliar as chegadas de Felipe e de Juninho, além de abrir o jogo.

Já o Time de Guerreiros optou não pela mudança de peças, mas sim de comportamento tático. Os antes tímidos laterais Mariano e Carlinhos passaram a chegar com maior na frente com maior frequência. Mas faltava a eles nos cruzamentos certa competência.

Mas mesmo com o avançar dos minutos e a urgência de vitória, Flu e Vasco desaceleraram. Desesperaram. Desperdiçaram. Que o diga Rafael Sobis. Após cobrança rápida de Deco, ele ficou cara a cara com Fernando Prass, mas a bola só beliscou a rede por fora.

Faltava ao clássico um pouco de ousadia, de irreverência. Um pouco das caretas de Alecsandro. Aos 30 minutos, Bernardo cobrou o escanteio, Rômulo mandou de volta para a pequena área e o camisa 9 cabeceou em cima de Diego Cavalieri. A bola passou pelas pernas do goleiro e de Diguinho antes de entrar.

O gol vascaíno mexeu com os brios dos tricolores. E com a emoção da torcida no Engenhão. Deve ter mexido também com Dedé, que em um momento de descuido, repassou para Renato Silva a dura missão de marcar Fred. O capitão dominou no peito e, sem deixar cair, emendou um lindo voleio para empatar o jogo.

Só que o Vasco ainda queria fazer história este ano. No apagar das luzes, ou melhor, aos 45 minutos da etapa final, após muita confusão em campo, Bernardo recebeu excelente lançamento de Alecsandro em rápido contra-ataque e, depois de duas tentativas, superou Diego Cavalieri. Era o gol da vitória no Engenhão. O gol para manter o Vasco na briga pelo título.(Band)

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE (1)
Diego Cavalieri; Mariano, Elivélton, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Lanzini 33'/2ºT), Marquinho (Martinuccio, 44'/2ºT) e Deco; Rafael Sobis (Rafael Moura 33'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga

VASCO (2)
Fernando Prass, Fagner, Dedé, Renato Silva e Jumar; Rômulo, Allan, Juninho (Fellipe Bastos, 21'/2ºT) e Felipe (Alecsandro, 25'/2ºT); Diego Souza e Élton (Bernardo, Intervalo) - Técnico: Cristovão Borges

Gols: Alecsandro 30'/2ºT (0-1), Fred 38'/2ºT (1-1) e Bernardo 45'/2ºT (2-1)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 28/9/2011 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ). Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Dibert Pedrosa Moisés (RJ)
Renda/Público: R$ 1.051.460 / 29.476 pagantes / 34.132 presentes
Cartões Amarelos: Deco, Fred, Leandro Euzébio e Marquinho (FLU); Allan, Diego Souza, Felipe, Jumar, Juninho, Leandro e Renato Silva (VAS)
Cartões Vermelhos: Nenhum

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