A espera pelo confronto entre os dois maiores nomes do futebol no ano, finalmente, chegará ao fim às 8h30 (de Brasília) neste domingo. Santos e Barcelona, comandados por Neymar e Messi, se enfrentam finalmente na decisão do Mundial de Clubes em Yokohama, no Japão. Mais que um título, o jogo vale a confirmação da hegemonia catalã ou o surgimento de uma nova sensação planetária. Se der Barça, Messi mantém a “coroa” de melhor do mundo. Mas, se Neymar deixar o estádio com o troféu, o jovem coloca seu nome definitivamente entre os grandes do mundo – e isso jogando no Brasil.
Desde que o Santos conquistou a Libertadores este ano, não se fala em outro coisa: o duelo contra o Barcelona. O time abriu mão da disputa pelo Brasileirão e vem, desde o meio do ano, “treinando” para o confronto no Japão. A espera pode ser ainda maior se os santistas contarem o tempo desde o último título mundial, em 1963. Na época, a geração de Pelé conquistou o caneco duas vezes seguidas, contra Benfica e Milan. Agora é chance de Neymar & cia.
Do outro lado, um time que, como o Santos da década de 60, acostumou-se a ganhar títulos. Por conta disso, entra como favorito, mas carrega o peso de ter de confirmar o reinado. Se vencer, o resultado é normal. Se perder, o Santos mostrará que outro time, além do Real Madrid, pode bater o reconhecidamente maior time do mundo atualmente.
Neymar não esconde a euforia pelo confronto, e chega a encher a bola do adversário. “Claro que sigo as jogadas que Messi faz, como as de todos os craques. Inspiro-me em algumas jogadas suas porque é o melhor, o número um”, diz o atacante. Muricy segue a mesma linha.
“Não é uma estratégia, nem um jogo de palavras, dizer que o Barcelona é o favorito, não é meu estilo. Se digo isso é porque é verdade e todo o mundo sabe. Mas algumas vezes os favoritos não ganham, um é favorito e perde, embora a lógica é que ganhem”, disse o técnico.
O Santos vai completo para o duelo final. A expectativa era se Léo, que dificilmente teria condições, poderia entrar em campo. A resposta final, porém, só deve ser dada momentos antes do jogo pelo treinador, que fará um duelo particular om Guardiola.
Sem marcação especial
O técnico do Barça garante que não dará atenção particular a ninguém no Santos. Nem mesmo Neymar. “Queremos dominar o jogo e vencer em todos os aspectos. Não vamos marcar alguém em especial”, disse o treinador, que não terá David Villa. O atacante fraturou a tíbia no jogo contra o Al Sadd, na semifinal, e não encara o Santos. Mas, em compensação, o Barça terá time o time praticamente titular, depois de estrear no Mundial com equipe mista.
Guardiola que mostrou conhecer o adversário. “Tem o Danilo, que entra em diagonal pelo lado direito, o Ganso, que é o jogador mais brilhante do Brasil, que chuta bem de longa distância com os dois pés, e o Borges, que não pode ficar próximo à área porque é um perigo”, disse Guardiola, que busca o segundo título mundial – seu e do Barcelona.
Todos se conhecem, e já devem saber o que fazer para vencer. Mas, apesar de toda estratégia, a decisão deve sair mesmo dos pés de Neymar ou Messi, as maiores atrações de uma final de Mundial que há muito não se via – talvez desde a época de Pelé.
FICHA TÉCNICA
SANTOS
Rafael; Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval (Léo); Henrique, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho
BARCELONA
Valdés; Daniel Alves, Puyol, Piqué e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro (Sánchez), Messi e Fábregas. Técnico: Josep Guardiola
Local: Estádio Internacional de Yokohama (Japão)
Data: 18 de dezembro de 2011
Horário: 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Ravhan Irmatov (Uzbequistão). Assistentes: Bakhadyr Kochkarov (Quirguistão) e Abdukhamidullo Rasulov (Uzbesquistão)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar