O pior momento do Corinthians sob a direção de Tite aconteceu há mais de um ano, na eliminação na Libertadores pelo Deportes Tolima, da Colômbia, ainda em sua fase preliminar. A ameaça de agressão, com carros apedrejados e jogadores ofendidos no retorno para casa, não saem da cabeça do treinador. Ciente de que a paz atual pode acabar ou passar por instabilidade em caso de uma derrota para o Cruz Azul, nesta quarta-feira, às 22 horas, na Cidade do México, empatar fora de casa é um grande resultado.
“Sabemos das dificuldades que iremos encontrar com altitude (2,4 mil metros acima do nível do mar) e diante de um adversário forte. Mas temos de somar quatro pontos nesses dois confrontos para assumirmos a liderança da chave e ficarmos com a classificação bem encaminhada”, disse Tite, que fez trabalhos fechados no México para aprimorar jogadas com bolas paradas, o que pode ser o diferencial.
Apesar de ainda deixar o Corinthians em segundo na chave, com cinco pontos, diante de sete do Cruz Azul, o empate é considerado muito bom pelo fato de na próxima semana os rivais voltarem a se encarar, desta vez no Pacaembu, onde a vitória é tratada, perigosamente, como certa pelo lado corintiano.
O time será o mesmo escalado na vitória sobre o Nacional, do Paraguai, na semana passada, por 2 a 0. Edenílson permanece na lateral direita. Alex e Danilo ficam na armação e Jorge Henrique auxilia Liedson na frente. Liedson, por sinal, é o único que conhece bem o que significa encarar o Cruz Azul no México. O atacante estava em campo naquela surra de 2003 - 3 a 0 para o próprio Cruz Azul. Sem marcar há 10 jogos, ele espera desencantar agora que está sem sombra no elenco, depois da rescisão de Adriano. Liedson definiu o 1 a 0 na volta diante dos mexicanos. (Agência Estado)
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