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Rebeldes fazem pressão no presidente da CBF

Quando surgiram os primeiros indícios da renúncia de Ricardo Teixeira à presidência da CBF, eles começaram a se articular para que o vice-presidente mais velho, José Maria Marin - pelo estatuto, o substituto imediato -, não assumisse o cargo. Não queriam

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Quando surgiram os primeiros indícios da renúncia de Ricardo Teixeira à presidência da CBF, eles começaram a se articular para que o vice-presidente mais velho, José Maria Marin - pelo estatuto, o substituto imediato -, não assumisse o cargo. Não queriam a influência de São Paulo sobre o comando do futebol brasileiro e foram chamados de “rebeldes” pelos demais presidentes de federações. Agora, mudaram o discurso: querem maior “equilíbrio político”, que se traduz em cargos na CBF.

Eleição é “fato superado”. “Temos de dar força ao presidente Marin, desde que ele também atenda aos nossos anseios”, disse o presidente da federação gaúcha, Francisco Noveletto Neto. Nesta terça-feira, ele e os demais “rebeldes” foram recebidos na CBF por Marin: Ednaldo Rodrigues, da Bahia, Paulo Schettino, de Minas Gerais, Hélio Cury, do Paraná, e Rubens Lopes, do Rio de Janeiro.

Todos reclamaram do predomínio da Federação Paulista de Futebol (FPF) sobre a nova administração. “Praticamente todos os 19 cargos da CBF estão lá (na FPF) e não achamos justo”, disse Noveletto. Um dos principais cargos ocupados por paulistas é o de diretor de seleções: o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.

Mas a grande queixa dos rebeldes é quanto à influência do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero. Há cerca de duas semanas, o cartola foi indicado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) como substituto de Ricardo Teixeira no Comitê Executivo da Fifa. Ele tem acompanhado o presidente da CBF em viagens e audiências com dirigentes de clubes e federações na sede da entidade.

Segundo os dirigentes das cinco federações, Marin ficou de analisar “com carinho” a reivindicação e dará resposta em nova reunião com eles, um dia antes da assembleia ordinária marcada para 18 de abril, na sede da entidade. “Não comentamos quais os cargos, queremos uma maior participação política na CBF”, disse Noveletto.

Ednaldo Rodrigues, da federação baiana, pediu uma vaga na Copa Sul-Americana para o campeão da Copa do Nordeste, que volta a ser disputada no ano que vem. (AE)

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