Nesta terça-feira (17), o Bom Senso FC divulgou uma nota em sua fanpage, onde questiona o posicionamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com o movimento. “No fundo e para finalizar, a nossa expectativa é que a CBF, que se denomina entidade maior do futebol brasileiro, realmente assuma o seu papel de gestora do nosso esporte e participe do debate jogando, atuando, e não apenas assistindo. E antes que nos perguntem, as férias têm nos feito muito bem. Em janeiro nos vemos por aí. Boas Festas!”, dizia um trecho do texto.
O Bom Senso Futebol Clube, movimento, criado há cerca de três meses, reúne jogadores de grandes clubes de futebol do Brasil, que cobra melhores condições de trabalho no futebol brasileiro. Este é o primeiro movimento organizado no mundo e foi motivado pela divulgação do calendário do futebol brasileiro de 2014. Os questionamentos do grupo são: calendário do futebol nacional, férias dos atletas, período adequado de pré-temporada, Fair Play Financeiro e participação nos conselhos técnicos das entidades que regem o futebol.
Muitos jogadores paraenses estão de férias em Belém e apoiam o movimento. “Eu participo do grupo do Bom Senso, inclusive no whatsapp faço parte do grupo, onde a maioria das conversas acontecem pelo telefone, porque os jogadores estão espalhados pelo Brasil todo. Eu concordo com o movimento, o calendário brasileiro é muito grande, são muitos jogos, as vezes você faz três partidas por semana, é inadmissível, jogo em cima de jogo. A gente fica na expectativa que a CBF possa melhorar isso, não só o calendário, mas as férias dos jogadores também é obrigatório ter 30 dias. Outra coisa importante é a questão do Fair Play Financeiro que os clubes precisam dar conta do seu orçamento e precisam parar com atraso de salário, que isso prejudica bastante. Então acredito que o Bom Senso esta sendo ouvido e respeitado”, expôs o lateral Wellington Saci.
Luís Mario, ex-jogador, tem experiências no futebol internacional e consegue fazer um paralelo entre as competições do Brasil e da Europa. O ex-atacante coleciona no seu currículo contratos Remo, Paysandu, Grêmio, Corinthians, Atlético Mineiro, Botafogo, Anyang LG Cheetahs (Coréia do Sul), Vitória de Guimarães (Portugal), St. Gallen (Suíça) e muitos outros.
“Todo o jogador de futebol precisa ter um mês de férias. Eu joguei na Suíça e em Portugal, e lá se dá dois meses de férias para o jogador descansar e estar com a família. O futebol brasileiro é muito corrido, a gente vive em um país muito grande. Você joga um Brasileiro e se desgasta muito com viagem, hoje você joga no Rio de Janeiro e vai pra Minas Gerais, são quase duas horas de vôo e espera mais uma hora pelo ônibus, é muito cansativo. Lá em Portugal as viagens não duram mais de meia hora e as partidas ó acontecem no fim de semana. Aqui tem um desgaste dentro de campo e fora. Sabemos que existe muita coisa por trás do futebol brasileiro, muitos interesses pessoas. É uma questão muito polêmica, mas acho que o futebol brasileiro precisa pensar no jogador, na parte física e mental. Quem sabe diminuir dois times por competição já não melhoraria a situação”, avaliou.

(Bruna Dias/DOL)
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