O novo técnico do Palmeiras, Ricardo Gareca, ainda vem encontrando algumas dificuldades para ajustar sua equipe. As vitórias nas copas do Brasil e Euro-Americana ajudaram a aliviar o peso do novo comandante ainda não ter conquistado nenhuma vitória no Brasileirão.
Apesar de estar fora do Z4, a vantagem de módicos 3 pontos sobre o Coritiba, último da zona, não deixa nenhum torcedor tranquilo.
Para tentar se reaproximar da parte superior da tabela, o adversário de hoje, às 16h, no Pacaembu, é justamente o lanterna da competição, o Bahia, que teve uma semana infernal. Técnico e comissão de futebol demitidas, treinos remarcados para evitar encontro com torcedores e ameaça de torcidas organizadas à direção do clube. O que não faltará a Charles Fabian, técnico do sub-20 do clube e que assume interinamente a função, serão dificuldades a reverter.
Gareca ainda não tem números tão expressivos no comando do Palmeiras, mas recebeu da direção crédito para fazer suas experiências e montar um time. E o comandante segue testando. Após entrar com uma equipe cheia de reservas diante da Fiorentina, Gareca avaliou muito bem o desempenho do time e deve lançar praticamente o mesmo meio-campo daquela partida no jogo de hoje, com apenas a troca de Mendieta por Felipe Menezes. Outro jogador que deve receber nova chance no time titular pelo bom desempenho na quarta é Leandro que, assim como Josimar, é muito criticado pela torcida, mas tem ganho a confiança do técnico.
No Tricolor Baiano, que não vence desde a terceira rodada, Charles Fabian tenta juntar os cacos do time e aposta numa formação que alia cautela de três volantes e a ousadia de três atacantes. Apesar do retorno de Marcos Aurélio, que não jogou na derrota para o Internacional na última rodada, a principal esperança da torcida é o próprio técnico. Charles foi campeão brasileiro jogando ao lado de Bobô em 1988. Em 1990, foi artilheiro da Série A no time que ficou com o 3º lugar.
Sua ligação com o clube já era muito forte quando atleta, mas ele também tem algumas passagens marcantes como técnico interino. Em 2006, ele assumiu de forma emergencial o time no Campeonato Baiano e acabou efetivado pelos bons resultados. Na Série C, classificou o Bahia, pela primeira vez desde o rebaixamento em 2004, ao octogonal final, mas acabou não terminando a competição no comando do time, que terminou o torneio em sexto lugar.
(Diário do Pará)
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