A Polícia Militar de Campinas não queria que o jogo entre Ponte Preta e São Paulo, no estádio Moisés Lucarelli, acontecesse neste domingo (15), às 16h. Os dirigentes do clube de Campinas chegaram a entrar em contato com a FPF (Federação Paulista de Futebol) pleiteando que o horário fosse alterado para às 11 horas.
"A Federação negou justificando ser a partida que a Globo vai transmitir e não havia como alterar. Não há mais nada que possamos fazer", disse à reportagem o vice-presidente da Ponte Preta, Giovanni Dimarzio.
A PM desejava a alteração porque no mesmo dia e horário acontece em Campinas o protesto contra a presidente da República Dilma Rousseff. Há preocupação com a segurança da passeata. A polícia terá de se desdobrar em dois eventos considerados de alto risco. A solicitação foi feita pelo comandante do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar, Nelson Vicente Coelho
"A informação que recebemos foi que a Globo não permitiu a mudança do horário", completou Dimarzio.
Por causa do mesmo protesto na capital paulista, o confronto entre Palmeiras e XV de Piracicaba foi alterado para 11h. Se a partida no Moisés Lucarelli saísse das 16 h, a Globo ficaria sem jogo de um dos grandes do Estado para mostrar no domingo à tarde.
Há preocupação pelo histórico de problemas entre as torcidas de São Paulo e Ponte Preta. Em 2005, Anderson Ferreira Tomás, torcedor da equipe de Campinas, foi morto a pauladas em uma briga entre as organizadas.
Nem chegou a ser pensada na possibilidade de o jogo ser transferido para sábado (14), data em que o Guarani enfrenta o União Barbarense pelo Campeonato Paulista da Série A-2. Os dois estádios ficam a poucos metros de distância e a polícia também vetaria os dois rivais de Campinas jogando no mesmo dia.
"O histórico é problemático, mas vamos aguardar que tudo transcorra em paz", espera o vice da Ponte.
(Folhapress)
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