O Palmeiras já disse querer e Luis Valdivia, pai e empresário do camisa 10 alviverde, também já sinalizou ao clube que o jogador deseja renovar seu contrato, que se encerra em agosto.
Mas, para manter Valdivia no seu elenco, o Palmeiras terá de desembolsar uma um valor extra para pagamento de luvas, prêmio pago para a renovação de um contrato. Tal prática é comum no futebol. Mas, na prática, isso significa que o Palmeiras, que ainda nem terminou de pagar os R$ 14 milhões que o jogador custou em 2010 -R$ 36 milhões com os juros e encargos- terá de recontratar Valdivia se quiser mantê-lo no time.
O caso é semelhante ao que ocorre no Corinthians com o atacante Paolo Guerrero. Para ficar no clube, o jogador peruano pede US$ 7 milhões em luvas. O clube alvinegro tenta reduzir a pedida.
O Palmeiras ainda não fez nenhuma proposta concreta para Valdivia, com valor de luvas definido. A tendência é que o montante seja diluído ao longo do próximo contrato do jogador com o clube, caso ele venha a ser aceito, outra prática que também é comum.
Mas o fato é que o jogador, que hoje custa cerca de R$ 1,2 milhões ao clube por mês -entre salários e financiamento-, poderá custar ainda mais caro até dezembro, período pelo qual financiamento, salários e luvas vão incidir ao mesmo tempo.
UM PELO OUTRO
Na proposta que fará ao chileno, o Palmeiras tenta alterar a maneira como o remunera. Mas, no fim das contas, pode ser que Valdivia continue recebendo o mesmo valor mensal. E que, até o fim do ano, custe ainda mais caro ao clube.
A ideia do Palmeiras é diminuir os vencimentos fixos e atrelar uma parte dos salários ao número de jogos disputados, o famoso contrato por produtividade. Mas, mesmo com a redução do valor fixo de salários, as luvas podem compensar as possíveis perdas com ausências em jogos.
(Folhapress)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar