Na ‘dança das cadeiras’, muitos jogadores chegaram e deixaram a Curuzu desde o começo do ano até hoje. A última dispensa foi a do atacante Souza, que chegou ao clube com credencial de goleador, mas que acabou por não se confirmar, uma vez que o camisa 9 marcou apenas um gol em 20 partidas – dez como titular. Junto com o Caveirão também saiu o volante Fernando Aguiar, mas este por ter recebido convite para atuar na Bélgica. A lista daqueles que deixaram o clube após o Paraense e a Copa Verde conta com onze atletas.
Já relação dos atletas que chegaram para o Brasileiro é formada por 19 jogadores, sendo que apenas um dele – o volante Fernando Aguiar – deixou o elenco para ir jogar no futebol da Bélgica.
A rotatividade de jogadores tem sido grande. Em menos de dois meses deixaram o elenco Bruno Veiga, Souza e Fernando Aguiar e, em contrapartida, chegaram Welinton Junior, Everaldo, Betinho, Léo Melo e Valdívia, entre outros.
Alguns dos atletas contratados chegaram à Curuzu após terem ficado parados por algum tempo, o que, segundo o técnico Dado Cavalcanti, dificulta um pouco o seu trabalho à frente do elenco. “Isso dificulta em função da demora para que o atleta possa entrar em campo, mas sei das qualidades desses jogadores e o que eles podem render. Isso vai ser decisivo, principalmente no final do campeonato”, argumentou o treinador.
Dado ressalta, por outro lado, o fato de agora poder participar da indicação de jogadores, o que não aconteceu em sua chegada ao clube, quando pegou o elenco já formado. “Agora tenho atletas com quem já trabalhei e sei onde posso exigir e cobrar deles”, justificou.
Souza: ‘medalhão’ foi um fiasco
Entre os 38 jogadores contratados pelo clube, alguns conseguiram se firmar como titulares absolutos. Entre aqueles que ganharam a confiança não apenas do técnico Dado Cavalcanti, mas também do exigente torcedor bicolor, estão o goleiro Emerson, que no Parazão e Copa Verde alternou momentos de titularidade e o banco de reservas; os zagueiros Thiago Martins e Gualberto, o lateral-esquerdo João Lucas, único a atuar em todas as partidas do time desde que foi contratado, além do volante Fahel. Por outro lado, alguns jogadores vieram, jogaram, não agradaram e foram embora.
Entre os liberados estavam jogadores rodados, com passagens por grandes clubes, caso, por exemplo, do atacante Souza, do lateral-esquerdo Marlon e do volante Radamés, ambos contratados para a disputa da temporada, mas que não conseguiram emplacar desde as competições disputadas pelo time no primeiro semestre e, no caso de Souza, até no Brasileiro.
As contratações, porém, segundo o gerente executivo de futebol, Sérgio Papellin, passaram pelo ‘crivo’ da comissão técnica e diretoria do clube. “Existem vários critérios que analisamos antes de contratarmos um atleta. Avaliamos a parte técnica, física e até mesmo o convívio desse jogador com os outros atletas. Buscamos sempre referências sobre o profissional que está sendo contratado”, garantiu.
Mas, como é natural, nem sempre o jogador consegue ratificar as informações colhidas sobre ele, daí a necessidade de substituir alguns deles.
(Diário do Pará)
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