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Paysandu faz investimento para subir

Antes mesmo de ser empossado, em janeiro, para suceder Vandick Lima, o presidente do Paysandu, Alberto Maia, já tratava da montagem do elenco do clube para a disputa da atual temporada. O objetivo, segundo ele, era formar um grupo forte, capaz de, no mín

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Antes mesmo de ser empossado, em janeiro, para suceder Vandick Lima, o presidente do Paysandu, Alberto Maia, já tratava da montagem do elenco do clube para a disputa da atual temporada.

O objetivo, segundo ele, era formar um grupo forte, capaz de, no mínimo, manter o clube na Série B do Campeonato Brasileiro em 2016. Até a última sexta-feira (31), o Papão já havia contratado um total de 38 jogadores, 15 a mais que no ano passado, quando disputou a Série C, uma competição mais curta. A lista de aquisições, segundo Maia, ainda poderá aumentar, mas vai depender da avaliação que será feita do grupo no decorrer dos próximos jogos da equipe na Segundona.

O fracasso do time no Campeonato Paraense e na Copa Verde fez com que a diretoria efetivasse uma mudança radical no elenco, com a dispensa de uma equipe inteira, ou seja, onze atletas.

Poucos foram aqueles que sobreviveram a ‘degola’, uma situação que o presidente encara como normal. “Claro que algumas contratações não deram certo, é evidente, mas isso é uma coisa normal não só no Paysandu, mas no futebol brasileiro e em clubes do mundo todo”, argumentou.

Com a saída de tantos jogadores, era natural que o clube partisse em busca de novos jogadores, que continuam a caminho da Curuzu para a sequência do time na principal competição do ano. “Vamos avaliar, em conjunto com a comissão técnica, e ver a necessidade ou não de trazer mais alguém”, avaliou Maia.

Segundo informações de bastidores, a folha salarial do elenco, com jogadores e comissão técnica, chega hoje a cerca de R$ 700 mil. Já o gasto total do clube mensalmente, com o pagamento de funcionários, as demais dívidas do clube e acertos trabalhistas deixadas por gestões anteriores a do ex-presidente Vandick Lima gira em torno de R$ 1,2 milhão.

Primeiro pacote de contratações não deu certo

A ideia da diretoria do Paysandu, sob o comando do presidente Alberto Maia, conforme ele mesmo admite, era formar um elenco capaz de disputar bem todas as competições do ano - Paraense, Copa Verde, Copa do Brasil e Série B. Segundo o dirigente, o plano era apenas reforçar o grupo ao término das disputas do primeiro semestre e, com aquisições pontuais. Mas, o grupo formado para encarar o Estadual e a Copa Verde não deu certo, o que levou a direção do clube a efetivar uma mudança radical no elenco.

Maia, por uma questão de ética, evita comparar o elenco formado no início do ano com o atual. “Não posso fazer um comparativo entre os dois grupos. Cada jogador tem o seu valor. Fazendo uma comparação, poderia menosprezar alguém”, justificou o dirigente. “Desde que assumimos o Paysandu, sempre dissemos o seguinte: que formaríamos uma equipe para o Paraense e contrataríamos reforços para o Brasileiro. Esse sempre foi o nosso discurso”, ressaltou Maia.

As contratações pontuais, contudo, acabaram deixadas de lado em função do fracasso do time no Paraense e Copa Verde. Hoje são poucos os ‘sobreviventes’ do início da temporada que aparecem como titulares do time. Casos do goleiro Emerson, do volante Jhonnatan e dos atacantes Leandro Cearense e Alyon.

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(Diário do Pará)

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