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Atleta perde 60kg para ser lutadora de MMA

A atleta Gabi Garcia, nove vezes campeã mundial no Jiu-Jitsu, teve que enfrentar uma grande adversária quando decidiu trocar de modalidade e lutar no MMA: vencer a balança e perder peso. Na época do Jiu-Jitsu, ela pesava aproximadamente 150 kg. Em três an

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A atleta Gabi Garcia, nove vezes campeã mundial no Jiu-Jitsu, teve que enfrentar uma grande adversária quando decidiu trocar de modalidade e lutar no MMA: vencer a balança e perder peso. Na época do Jiu-Jitsu, ela pesava aproximadamente 150 kg. Em três anos e meio, ela perdeu 60 kg.

Gabi nasceu em Porto Alegre e atualmente tem 30 anos. Com 1,87m de altura, a campeã enfrentou dietas rigorosas e exercícios diversos para ficar mais magra. O sacrifício foi necessário para que ela fizesse a estreia no Rizin FF, novo torneio de MMA no Japão, no próximo dia 31 de dezembro.

Em junho deste ano, a atleta trocou o Brasil pelos Estados Unidos após ser convidada para estrear no Rizin FF. A lutadora foi convencida pelo treinador de jiu-jítsu que deveria ir treinar com Rafael Cordeiro, o técnico dos campeões brasileiros remanescentes do UFC, Rafael dos Anjos e Fabrício Werdum no país norte-americano.

“Eles me chamaram para ser a estrela do evento. Fiz grandes coisas no jiu-jítsu e cresci vendo os meus ídolos se destacarem no Pride. Hoje, não sei mensurar o valor de estar no mesmo lugar deles. O mais legal é ser respeitada pela atleta que sou, pelos meus amigos Werdum, Dos Anjos, Anderson Silva e Minotauro”, contou Gabi em entrevista ao jornal Extra.

Para ela, entre todas as lendas brasileiras do MMA, Minotauro, ex-campeão dos pesos-pesados do Pride, é quem a inspira no dia a dia. “O Minotauro, para mim, é um ídolo, é como o Ayrton Senna para as demais pessoas. Ele é, além de humilde, uma pessoa simples. Queria ser metade do que ele foi no esporte. Ele é o espelho que um campeão tem que ter, é uma lenda”, afirmou.

A atleta continuou: “Ele [Minotauro] me disse: ‘Gabi, tenha confiança no seu treino, você está muito preparada. Vi teu treino e está bem. Não acredito em fenômeno, mas em trabalho duro. Faça o seu’. Ele só me deixou confiante”.

A atleta tem um contrato de quatro anos com o Rizin e, por ora, não pensa em mudar para o UFC. “Não lutaria com convicção total. No Rizin, eles pagam e tratam bem. Não que no UFC não trate, mas não quero ser apenas mais uma, como seria no UFC. Quero fazer o meu nome e ter o meu espaço”, comenta.

Mesmo com os treinos intensos, a gaúcha conta que sobra tempo para o lado da vaidade: ela inclusive colocou prótese de silicone duas vezes.

“Sempre estou com as unhas feitas e adoro pintá-las de rosa para lutar. Faço sobrancelha, cabelo… Posso usar moletom no dia a dia, mas para sair, sempre me arrumo, colo vestido, brinco, maquiagem. Gosto de me maquiar e sei todos os truques. Saio perfumada, e sabem que passei porque o cheiro fica”, diz a campeã.

“Sou vaidosa mesmo. Tenho até silicone. A primeira prótese coloquei com 19 anos. De tanto que emagreci, ele descolou. Há três anos, coloquei 600ml. Não atrapalha nada, mas tenho que tirar o resto do corpo para não pesar mais (risos). Tem que manter esse lado feminino, porque já vivo no mundo masculino”, concluiu Gabi.

(DOL com informações Torcedores/iG)

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