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Brasil já poderá exportar carne in natura

Os produtores de carne bovina do Pará comemoraram a assinatura, ontem, em Washington, nos Estados Unidos da América (EUA), do acordo que permite a exportação de carne in natura brasileira para os EUA. A negociação se arrastava desde 1999 e esbarrava nas e

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Os produtores de carne bovina do Pará comemoraram a assinatura, ontem, em Washington, nos Estados Unidos da América (EUA), do acordo que permite a exportação de carne in natura brasileira para os EUA. A negociação se arrastava desde 1999 e esbarrava nas exigências do mercado americano de não comprar carne de países que controlam a febre aftosa por meio de vacinas.

"Será um grande ganho para o Pará, uma vez que poderemos internalizar esses recursos no desenvolvimento do Estado”, Carlos Xavier - Faepa

No Brasil, somente o estado de Santa Catarina era livre da doença. Os demais estados, incluindo o Pará, fazem o controle do gado com a utilização de vacina. Ontem, os EUA voltaram atrás e decidiram abrir as importações para o mercado brasileiro. “Essa notícia foi recebida com muita alegria pelo setor produtivo porque o Pará possui amplas vantagens para se firmar entre os principais estados exportadores”, afirma o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Carlos Xavier.

O Pará possui o principal rebanho da Região Norte e o 4º maior do Brasil, ficando atrás somente do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Xavier explica que o Estado tem o boi mais competitivo do País porque as regiões não possuem entressafra, o que permite o abate o ano inteiro.

CLIMA

Além disso, o clima favorável às pastagens e o melhoramento genético tornam a carne mais tenra e saborosa. O Brasil exporta, em média, 60 mil toneladas por ano de carne bovina, tendo a Europa como principal mercado comprador. Com a assinatura do acordo, a expectativa é que o País comercialize em torno de 64 mil toneladas para os EUA. Cada tonelada custa cerca de US$ 5,5 mil, em torno de R$ 18,1 mil. “Será um grande ganho para o Pará, uma vez que poderemos internalizar esses recursos no desenvolvimento do Estado”, garante Xavier.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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