A derrota da última sexta-feira, por 2 a 1, diante do Londrina-PR deixou o Paysandu à porta da zona de rebaixamento na Série B do Brasileiro. Os bicolores despencaram para a 16ª colocação na classificação, a apenas um degrau da parte de baixo da competição. Um revés amanhã, diante do Brasil-RS, que encabeça o Z4, com 23 pontos, apenas um a menos que o adversário, fatalmente empurrará o Papão para a área de “degola”. O resultado também deverá ter outros desdobramentos, inclusive a mudança no comando técnico da equipe – seria o quarto treinador nesta temporada.
O próprio técnico Guilherme Alves, que aponta a partida contra o Brasil, como “o grande jogo”, admite que seria praticamente impossível se manter no cargo diante de uma derrota em Pelotas. O resultado seria o quarto tropeço dos bicolores seguidamente ao comando do treinador - Atlético-GO (1 a 0), Ponte Preta-SP (4 a 0) e Londrina-PR (2 a 1). “Eu não sou tonto. Estou no futebol há muito tempo para saber que o jogo é o do Brasil de Pelotas. Se não ganhar ali, acabou”, reconheceu Alves, após a derrota frente ao Tubarão.
O treinador reconheceu que sua substituição, caso se concretize a derrota, poderia ser benéfica ao próprio Paysandu. “É aquilo que eu falo: a vida segue, eu não desisto, mas eu sei que o jogo é o (contra) Brasil. Eu não desisto nunca. Mas eu estou falando pelo clube também. É um divisor de águas. Eu estou assumindo a minha responsabilidade”, comentou. O treinador afirmou, ainda, estar consciente de sua atribuição. “Eu sei da minha responsabilidade. Não tem para onde fugir”, observou.
Alves procurou dividir a responsabilidade do mau momento do Papão na Série B com seus comandados. “Eu não desisto de nada, não me escondo. Todos nós temos que ser assim, não adianta só o comandante ser. Não posso dizer que são todos. Tem uns atletas aqui que são sensacionais. Os caras se entregam o tempo todo”, disse. Ainda em Londrina, o treinador teve uma conversa com os seus atletas no estádio do Café. “Nós tivemos agora uma conversa muito boa no vestiário”, contou.
O comandante bicolor ratificou a importância do jogo contra o adversário gaúcho. “Não ganhou o jogo do Brasil a vida vai virar um inferno. Essa é a realidade, é isso que tem que passar para os caras. Só que eles têm que assimilar isso. A realidade do Paysandu, hoje, é o jogo contra o Brasil de Pelotas”, arrematou o treinador.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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