O volante Júlio Rusch garante que quando recebeu o contato para defender o Clube do Remo ele não pensou duas vezes. Aos 23 anos, ele viu a negociação como a chance de dar uma guinada na ainda curta carreira. Gaúcho de Candelária (RS), revelado pelo Coritiba-PR, onde virou xodó da torcida que o chamava de “Piá do Couto”, ele acabou perdendo espaço a partir de 2018. De lá para cá, foi emprestado ao Figueirense-SC e Londrina-PR, sem maior destaque. Vestir a camisa de um clube de massa é visto como a oportunidade de reencontrar o melhor futebol e voltar a se projetar ao futebol nacional.
“É um projeto de carreira, mas não é só isso. Vim pensando no acesso, em ser campeão paraense e conquistar a Copa Verde, se tiver”, garante o jogador, que para além da projeção que uma boa campanha pelo Leão Azul dá, afirma que não descarta uma continuidade e poder fazer uma história mais longa com a camisa azulina. “Eu penso grande e o Remo tem uma camisa de peso no futebol nacional. Pode ser que sirva para alavancar minha carreira, mas quem sabe não crio raízes aqui?”.
Júlio Rusch afirmou na apresentação oficial de ontem que a possibilidade de viver outra realidade o atraiu bastante na aceitação do convite. “Logo que surgiu a oportunidade eu disse aos meus agentes que gostaria de vir. Vim pelo calor da torcida. É um clube grande e com gosto pelo futebol, com os estádios sempre lotados. Quis também viver uma experiência diferente”.
Curiosamente, o jogador vem a Belém num momento em que o futebol nacional vive a realidade da pandemia de Covid-19, com as partidas sendo realizadas sem a presença dos torcedores. Júlio garante que nem isso o preocupou em sua nova jornada. “Vai pesar em dias de jogos em casa, pois a torcida é fanática. Temos que trabalhar isso em nosso psicológico no dia a dia de trabalho. Mas isso não me fez pensar duas vezes em aceitar o convite. Tive as melhores referências de jogadores que já estiveram aqui. Não teremos a torcida nos estádios, mas tenho certeza que ela nos ajudará bastante”.
E MAIS...
Natural do interior do Rio Grande do Sul, Júlio Rusch vive na capital paranaense desde quando iniciou na base do Coxa Branca. Sua vida profissional se resume, até aqui, a clubes da região Sul do Brasil, a faixa nacional que fica na zona temperada do clima. Quando ele chegou a Belém, revelou ele, teve o primeiro impacto que quase todos têm ao chegar por aqui, a alta temperatura. Na ocasião, a diferença entre as temperaturas das duas cidades era de mais de 30 graus.
“O que está pesando muito é o calor. Tá louco! Está muito quente”, conta Júlio. “Vim de cinco graus em Curitiba-PR e quando cheguei aqui estava 38 graus (risos). Mas em menos de uma semana já estarei totalmente adaptado. O calor aqui vai ser uma dificuldade, mas vou ter que me adaptar o mais rápido possível. E de uma série C que é mais pegada também. No dia a dia, o professor Mazola, toda hora dando conselhos no treinamento, vou me adaptar o mais rápido possível”, lembra o jogador de sua primeira impressão de Belém.
O calor foi um impacto, mas ele foi avisado. Assim como foi avisado por alguns conhecidos sobre o que encontraria no Baenão e, garante ele, o que ouviu o deixou entusiasmado. “Muitos amigos meus que já trabalharam com ele me deram as melhores referências. Vim para contribuir e ter uma boa briga por uma vaga de volante”.
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