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ENTREVISTA

Yan se destaca no Paysandu e tem reviravolta na carreira

Yan começou no Remo, rodou por aí e agora defende as cores do Papão e quer brilhar no futebol

domingo, 25/04/2021, 10:08 - Atualizado em 25/04/2021, 10:44 - Autor: Tylon Maués


Zagueiro treina para não sair mais do time
Zagueiro treina para não sair mais do time | John Wesley/Paysandu

Em 2011, aos 17 anos, o zagueiro Yan mal tinha sido profissionalizado quando teve que assumir o posto de titular do Clube do Remo. Sem vários jogadores, suspensos ou lesionados, ele estreou justamente num Re-Pa, se saindo muito bem. Como quase todos os jogadores locais, não teve vida muito longa em um dos grandes da capital paraense, constantemente perdendo espaço para atletas que chegassem de fora. Ao deixar o Baenão, ele rodou por clubes menores do futebol paraense e amapaense até setembro do ano passado, quando foi contratado para disputar o Campeonato Brasileiro de Aspirantes pelo Paysandu e teve uma reviravolta na carreira.

Depois da competição nacional, ele foi incorporado ao elenco que estava disputando a Série C. Yan participou de dois jogos pela Terceirona, contra Imperatriz-MA e Remo, depois mais dois pela Copa Verde, ambos contra o Manaus-AM. Ao fim de seu contrato, ele chegou a negociar o retorno ao Paragominas, clube que defendeu no Parazão do ano passado, mas foi chamado de volta para vestir azul e branco na competição estadual. Depois de ser titular em quatro jogos, ele foi chamado pela diretoria e teve o contrato renovado até o final de 2021.

Aos 26 anos, Yan Rodrigo Alves Mafra foi formado nas categorias de base do Leão Azul. Apesar de jovem, o jogador tem no currículo passagens por Tapajós, Tuna Luso, Ypiranga-AP, Carajás, Santos-AP, Osasco-SP, Trem-AP e Pedreira. A oportunidade de defender o Paysandu é encarada por ele como uma segunda grande chance na carreira. Por enquanto, ele vem ganhando a disputa para ser titular e ganhando espaço com Itamar Schülle. Abaixo, em entrevista executiva ao Bola, ele fala sobre a carreira, a chance na Curuzu, a relação com o treinador e o apoio da família.

Tua trajetória no Paysandu tem sido bem rápida. De contratado para jogar o Campeonato de Aspirantes a titular do time principal. Essa velocidade toda te surpreendeu?

R: Não me surpreendeu tanto, não. Fiz um bom Campeonato Paraense e recebi elogios do professor Hélio dos Anjos, que estava aqui na época. Depois fui chamado para os aspirantes e tive a oportunidade de mostrar meu trabalho e fui reconhecido, por isso fiquei no profissional. As oportunidades têm aparecido e trabalho forte para manter esse espaço e crescer mais para ajudar o time a chegar aos seus objetivos.

Quando seu contrato terminou, chegaste a conversar com o PFC para uma possível volta a Paragominas. Foi outra surpresa ter sido chamado para renovar com o Paysandu?

R: Foi uma surpresa esse chamado de volta. Não esperava. Agradeço muito à nova diretoria, que acreditou em meu trabalho. Tive a oportunidade de voltar a Paragominas, mas o Paysandu é muito grande e uma chance como essa não se despreza. Estou muito feliz aqui.

 

"As oportunidades têm aparecido e trabalho forte para manter esse espaço e crescer mais para ajudar o time a chegar aos seus objetivos".
"As oportunidades têm aparecido e trabalho forte para manter esse espaço e crescer mais para ajudar o time a chegar aos seus objetivos". | John Wesley/Paysandu
 


Velocidade das coisas não chega a ser novidade em tua carreira. Você se profissionalizou no Remo e logo em seguida encarou como titular um Re-Pa e foi campeão estadual. Ainda se lembra do que passou pela tua cabeça naquele dia?

R: Deu um frio na barriga. Era muito jovem ainda, tinha apenas 17 anos e tive a oportunidade de fazer uma boa apresentação no clássico. Um Re-Pa é sempre muito visto, muito importante, então foi uma estreia que chamou atenção. Com o tempo ganhei experiência para chegar até aqui.

Você imaginava que um dia poderia vestir a camisa do maior rival do clube onde fez a base?

R: Imaginava, sim. Quando se está no futebol profissional você sonha em vestir camisas importantes. É um clube grande também e sempre trabalho por coisas boas na minha carreira. Tive a oportunidade lá e fui muito feliz, agora estou tendo aqui no Paysandu e estou também muito feliz. O reconhecimento do trabalho traz muita felicidade e satisfação. Vestir essa camisa bicolor é a concretização de um sonho.

Os jogadores do Paysandu costumam dizer que Itamar Schülle é um técnico muito preocupado também com o extracampo dos atletas. Como é essa relação com o comandante bicolor?

R: É uma relação muito boa. O professor se preocupa com os atletas, quer saber como estamos, se nossos familiares estão bem e da nossa vida no dia a dia. Isso agrada aos atletas, que se sentem à vontade para procurá-lo para conversar a qualquer momento. Essa relação é excelente e me sinto muito bem em viver esse momento, em saber que ele se importa tanto com os jogadores.

Depois do Remo você passou por clubes do futebol paraense e amapaense até chegar ao Paysandu. Você vê no fato de estar na Curuzu a chance de alçar voos mais altos?

R: Vejo essa chance como algo muito bom, a oportunidade de ter uma sequência no clube ou então de ir para um lugar maior ainda. Eu estou vivendo um momento de muita felicidade, de trabalho muito bom e com uma expectativa profissional muito boa.

Nas redes sociais você mostra parte da tua intimidade familiar com tua esposa e filha. O quanto esse alicerce serviu de inspiração em momentos mais complicados em clubes menores e incertezas de renovações de contratos?

R: O mais importante de tudo é a família e tenho muito apoio em casa. Além disso, tenho dado orgulho à minha avó, que é Paysandu. Ela está muito feliz em me ver vestindo a camisa do Paysandu. Minha esposa e minha filha estão sempre ao meu lado, o que é gratificante. Ser reconhecido no trabalho e ter a família ao lado te deixam mais feliz e motivado para tudo.

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