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CAMPEONATO PARAENSE

Castanhal e Paysandu começam a disputa por vaga na final

Mesmo com o favoritismo do lado bicolor, expectativa é de que o Japiim seja uma parada dura

domingo, 09/05/2021, 10:57 - Atualizado em 09/05/2021, 10:55 - Autor: Tylon Maués e Nildo Lima/Diário do Pará


Marlon foi destaque na última partida e garante que o Papão trabalha forte rumo a mais uma vitória
Marlon foi destaque na última partida e garante que o Papão trabalha forte rumo a mais uma vitória | Jorge Luiz / Paysandu SC

Há 21 anos o Castanhal surpreendeu o futebol paraense ao sair do semi amador para chegar à final do Parazão diante do Paysandu, que na época jogava a Série B do Campeonato Brasileiro com a base que o tornaria o time paraense mais vencedor da história.

Mesmo com a disparidade técnica, o Japiim vendeu caro o que foi o primeiro título do tricampeonato bicolor.

Neste domingo (9), as duas equipes voltam a ficar frente à frente para decidirem que vai à final da competição estadual, mais uma vez com a equipe bicolor sendo apontada como favorita, mas com possibilidade de surpresas.

A partida começa às 15h30 no estádio Maximino Porpino, em Castanhal.

Nenhum lado tem vantagem, com a soma de dois resultados iguais levando a decisão para as penalidades no jogo de volta, na próxima quarta-feira.

Os dois treinadores têm quase as totalidades de seus respectivos elencos, com a tendência dos times irem com força máxima logo mais.

No Paysandu, o técnico Itamar Schülle tem surpreendido a cada jogo com mudanças na equipe titular, dando rotatividade ao elenco, mantendo poucas peças chaves e intocáveis. Jogadores que estiveram ausentes diante do Bragantino podem muito bem voltar.

Um dos principais destaques da vitória da semana passada, o atacante Marlon, é um dos que não tem a permanência garantida.

Para ele, o adversário da semifinal mostrou muita qualidade até aqui, o que promete um jogo disputado e equilibrado.

“Esperamos mais um jogo difícil, mais um grande jogo. Já enfrentamos eles, mas na época o comando técnico era outro e nosso time mudou bastante em relação aquela partida também. Apesar das dificuldades até aqui, já mostramos que o trabalho vem sendo bem feito. Às vezes não é como a gente espera, mas está todo mundo trabalhando firme e forte”, disse o bicolor.

Pelo Castanhal, Cacaio vai mandar a campo o que tem de melhor no momento.

Entre altos e baixos, o Japiim chega à semifinal num bom momento, com finalmente o investimento no elenco montado para disputar a Série D do Brasileirão fazendo a diferença.

Autor de dois gols no confronto contra o Independente, o atacante Pecel é mais um que não sabe se iniciará a partida de logo mais, mas tem ciência do desafio que o Japiim tem pela frente.

“O Paysandu tem uma equipe bastante qualificada e sabemos que será um jogo difícil. Vamos enfrentar o atual campeão, mas podemos fazer uma excelente partida no domingo”.

CONFIANÇA

 

Cacaio vê o Japiim embalado
Cacaio vê o Japiim embalado | Divulgação
 

O técnico do Castanhal, Cacaio, não espera encontrar no estádio Maximino Porpino Filho nenhuma moleza, na estreia de sua equipe na semifinal do Parazão.

Mesmo com o Japiim atuando em seu próprio “ninho”, o treinador prevê grandes dificuldades na partida.

“A gente imagina um jogo pegado, principalmente este primeiro, que não decide nada, mas pode deixar vantagem para um lado ou outro ou até mesmo deixar a decisão em aberto, como aconteceu na partida que fizemos com o Independente”, analisou o treinador, que fez, também, previsão sobre o modo de atuar do Papão.

“Acredito que o Paysandu deva vir precavido, pois o adversário sabe da força de nossa equipe”, declarou.

Cacaio adiantou que o Castanhal também não será um time afoito, buscando de qualquer forma a vitória. “Não vamos nos atirarmos pra cima do Paysandu porque a gente também conhece a força deles”, argumentou.

O comandante do Japiim apontou o Castanhal como uma espécie de azarão, transferindo a responsabilidade pela classificação no jogo de 180 minutos ao visitante.

“Querendo ou não querendo, o Paysandu é o favorito e sempre será. Paysandu e Clube do Remo quando jogam contra equipes do interior, que têm menores investimentos, serão sempre favoritos, independente das condições em que se encontrarem”, avaliou.

Apesar do favoritismo do Papão, Cacaio salientou que o Japiim ganhou “musculatura” em seus últimos dois jogos. “Principalmente neste último, que nos deu uma confiança muito grande”, justificou o técnico, se referindo aos confrontos com o Independente pelas quartas de final, que apresentou o empate (1 a 1) e a vitória do time aurinegro, em Tucuruí (1 a 2).

E MAIS...

>> Curiosamente, no confronto de logo mais os dois times conhecem muito bem o palco do jogo. Obviamente, o gramado no Maximino Porpino é muito mais íntimo para os jogadores do Castanhal, mas os do Paysandu tiveram pouco mais de uma semana de treinos no local. Durante o último lockdown na Região Metropolitana de Belém, o elenco bicolor foi ao Município Modelo para pouco mais de uma semana de treinamentos que foram realizados, entre outros campos, no do estádio municipal. Já partidas entre as duas equipes com o Japiim da Estrada como mandante não são realizadas no Modelão há dois anos. A última vez em que o Castanhal enfrentou em casa o Paysandu foi no dia 10 de fevereiro de 2019, pelo Campeonato Paraense, com a partida terminada empatada em 0 a 0.

>> Para quem é do Paysandu e já está há bastante tempo no futebol paraense ou é da terra, jogar no Modelão, no Barbalhão, na Arena Verde, Diogão ou em qualquer outro estádio paraense é mais um dia no trabalho, sem novidade alguma. Para quem conhece esses campos desde muito jovem, então, é apenas rever um local bastante conhecido.

>> O zagueiro bicolor Yan se encaixa perfeitamente nessa descrição. O jogador belenense Yan, de 26 anos, joga o Parazão desde o final da adolescência e defendeu outros clubes do interior, conhecendo muito bem todos esses estádios. Além disso, jogar sem torcida a favor ou contra muda um pouco o caráter desses confrontos. “Já é um ano jogando assim e, infelizmente, estamos nos acostumando. Queríamos ter a torcida ao nosso lado. Tomara que isso acabe o quanto antes para darmos alegria à Fiel com ela mais próxima da gente”, disse Yan.

 

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