A perda do “assento” no “banquete” da Série B do Brasileiro significaria para o Clube do Remo um grande golpe, num momento em que o futebol começa a voltar ao seu estado natural, com a presença de público nos estádios, ocasionada pelo arrefecimento da pandemia da Covid-19. Em seus últimos jogos, em Belém, pela Série B, ainda que em número limitado, o Leão pôde contar com o apoio de seu torcedor, muito embora o time não tenha correspondido e, em 2022, a expectativa é de que as praças de esportes possam contar com suas capacidades máximas de público, o que proporcionaria mais ganhos aos azulinos.
A arrecadação de bilheteria por parte do Leão, no ano que vem, não estaria relacionada apenas ao fato de o time seguir na disputa da Série B, competição bem mais atrativa que a Série C. Participando da Segunda Divisão, cujo formato é diferente do da Série C, o Clube do Remo faria, em 2022, um total de 38 partidas, das quais 19 em sua casa, com a renda indo direto para os seus cofres, após a dedução das despesas convencionais. Em contrapartida, o rebaixamento à Terceira Divisão faria com que o clube realizasse apenas nove ou 13 partidas, caso chegasse à final do campeonato.
A vitória e os resultados que interessam ao Clube do Remo
Como a Série C não oferece cotas de televisão, como ocorre nas Séries A e B, ficar sem os valores vindos das bilheterias, só faz aumentar a perda financeira para quem sofre o rebaixamento, como pode acontecer com o Clube do Remo. Até mesmo o estímulo do torcedor para apoiar sua equipe, após a queda de divisão, normalmente, costuma ser afetado, até que esse torcedor assimile o golpe da queda. Em outras palavras, o público em jogos dos azulinos na Série B de 2022, caso o time consiga a façanha de permanecer no segundo escalão do futebol nacional, seria, com toda a certeza, diferente do público na Terceira Divisão do Brasileiro.
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