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LONGE DO FIM

Briga judicial deixa eleições da FPF sem data para iniciar

Votação seria realizada nesta terça-feira (28), mas foi adiada pela Justiça sob alegação de irregularidades praticadas pelo presidente e atual candidato à reeleição Adelcio Torres.

terça-feira, 28/12/2021, 18:52 - Atualizado em 28/12/2021, 18:52 - Autor: Magno Fernandes

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Três chapas foram inscritas para disputar a eleição, a do atual presidente, Adelcio Torres; a de Ricardo Gluck Paul; e a de Paulo Romano, que foi impugnada pela comissão eleitoral.
Três chapas foram inscritas para disputar a eleição, a do atual presidente, Adelcio Torres; a de Ricardo Gluck Paul; e a de Paulo Romano, que foi impugnada pela comissão eleitoral. | Thais Magalhães/CBF / Jorge Luiz/ Paysandu / Divulgação/FPF

A confusão formada em torno das eleições presidências na Federação Paraense de Futebol está longe de chegar ao fim. E com isso, fica cada vez mais incerto quando ocorrerá a escolha do novo presidente da entidade devido à suspensão do pleito por meio de ação no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). A disputa está suspensa sob alegação de irregularidades envolvendo o atual presidente e candidato à reeleição, Adelcio Torres.

Após a desembargadora Eva do Amaral Coelho, do plantão do Juízo de 1º Grau do TJPA, acatar o pedido de efeito suspensivo, aumentou a incerteza envolvendo a eleição na FPF. A ação respondida pela magistrada tem com titular a Liga Atlética de Castanhal e também a chapa "Futebol de Primeira", liderada por Paulo Romano. Ele é atual vice-presidente da entidade e, na última semana, teve sua candidatura impugnada por suposta "duplicidade de assinaturas" em documento que viabiliza sua inscrição da chapa.

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Por meio de nota divulgado pelo advogado Paulo David Pereira Merabet, a Liga Atlética de Castanhal relatou os motivos que levaram a impedir a continuidade do processo eleitoral que até então estava marcado para ocorrer das 10h às 16h desta terça-feira (28), na sede do Pará Clube. "A liga Atlética de Castanhal , no dia 18.12.2021, impugnou administrativamente junto à comissão eleitoral o edital nº 005/2021 de convocação da Assembleia Geral eletiva da FPF-PA, publicado dia 13.12.2021, em virtude das violações do artigo 22, III e VI, da lei 9.615/98 (lei Pelé) e do artigo 12, I e V, do Estatuto da FPF-PA, praticadas pelo atual presidente e candidato à reeleição, o Sr. Adelcio, porém, a referida impugnação foi indeferida pela Comissão Eleitoral", informa.

Em outro trecho da nota, é informado algumas das irregularidades que teriam sido praticadas pelo atual presidente da Federação,  visando a busca de votos por meio de algumas ligas municipais para a sua candidatura à reeleição. "Entendemos que o presidente e candidato à reeleição violou o seu Artigo 12, I E V, ao inserir no Edital de nº 005/21 as ligas (ESPORTIVA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA E ESPORTIVA VISEUENSE), com direito ao voto, mesmo sabendo que estas foram criadas esse ano, e, portanto, não poderiam ser inseridas no rol de aptos a participar do pleito eleitoral", destacou. 

 

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POSICIONAMENTOS

Após a decisão do cancelamento das eleições presidenciais, o presidente da comissão eleitoral, Jeff Launder, falou sobre a decisão judicial que também será acatada pela comissão. Entretanto ele ressaltou que não há uma nova data definida, tampouco previsão para que todo o processo seja realizado. “Chegou a notificação e vamos deliberar sobre os próximos passos. Mas ainda não há previsão para a próxima data da eleição”, informou.

 Com relação aos candidatos envolvidos na disputa, todos se manifestaram sobre o que foi definido pelo Tribunal de Justiça. Por meio de nota, a atual gestão da Federação informou que não iria recorrer da decisão para evitar qualquer prejuízo aos interessados. "Não iremos recorrer da decisão. Vamos reunir e ver onde erramos e consertar para convocar uma nova eleição para o mês de janeiro", informou o presidente Adélcio Torres.

O candidato Paulo Romano comemorou a decisão judicial. "Alegria de ter conseguido mais uma vitória. As eleições da Federação Paraense de Futebol, que seriam realizadas nesta terça-feira, foram suspensas. Foi feito a justiça e continuamos na luta. Obrigado a todos pelo carinho e apoio que recebi e vamos começar uma nova eleição, pois sabemos que, no voto, eles (demais candidatos) não irão ganhar da gente", afirmou.

Por outro lado, o ex-presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul criticou a atitude dos demais candidatos e espera que uma reviravolta possa acontecer e as eleições possam ser realizadas. "Está claro que os candidatos da Federação - Paulo Romano e Adelcio Torres - não querem a eleição. Um pediu a suspensão o outro já disse que não vai recorrer. Mas nós recorremos! Nós queremos a eleição! Vamos lutar até o final! Estamos na expectativa da decisão cair e da eleição ser mantida!" disse.

Com a decisão da Desembargadora, a eleição para presidente da Federação Paraense de Futebol está sem data marcada. O presidente que será eleito, irá comandar a entidade pelos próximos quatro anos, no período de 2022 a 2025.

/Três chapas foram inscritas para disputar a eleição, a do atual presidente, Adelcio Torres; a de Ricardo Gluck Paul; e a de Paulo Romano, que foi impugnada pela comissão eleitoral.
Três chapas foram inscritas para disputar a eleição, a do atual presidente, Adelcio Torres; a de Ricardo Gluck Paul; e a de Paulo Romano, que foi impugnada pela comissão eleitoral. | Thais Magalhães/CBF / Jorge Luiz/ Paysandu / Divulgação/FPF
Três chapas foram inscritas para disputar a eleição, a do atual presidente, Adelcio Torres; a de Ricardo Gluck Paul; e a de Paulo Romano, que foi impugnada pela comissão eleitoral. | Thais Magalhães/CBF / Jorge Luiz/ Paysandu / Divulgação/FPF
Três chapas foram inscritas para disputar a eleição, a do atual presidente, Adelcio Torres; a de Ricardo Gluck Paul; e a de Paulo Romano, que foi impugnada pela comissão eleitoral. | Thais Magalhães/CBF / Jorge Luiz/ Paysandu / Divulgação/FPF
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