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No mercado, Paysandu segue ativo na busca por contratações

A dificuldade na reposição de peças ao longo das partidas tem chamado a atenção e o clube deve tentar sanar esse problema com a contratação de novos reforços para a Série C

domingo, 01/05/2022, 05:33 - Atualizado em 01/05/2022, 05:32 - Autor: Tylon Maués /Diário do Pará

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O técnico Márcio Fernandes sabe que precisa fortalecer o seu elenco
O técnico Márcio Fernandes sabe que precisa fortalecer o seu elenco | (John Wesley / Ascom Paysandu)

Nos dias que antecederam ao jogo contra o Mirassol-SP, pela terceira rodada da Série C do Brasileiro, o técnico Márcio Fernandes comentou sobre a necessidade de o Paysandu trazer mais reforços. Sem citar as posições, ele afirmou que o clube busca ainda de dois a três jogadores para, por enquanto, completar o elenco. Além de suprir ausências de jogadores como os meio-campistas Bileu e Ricardinho, que passaram recentemente por cirurgias e podem até perder a temporada, o objetivo é deixar o elenco mais equilibrado, dando tranquilidade e segurança para eventuais mudanças que o treinador precisar fazer.

“Estamos sempre abertos a contratações, desde que sejam bons jogadores. Ficamos de olho no mercado, mas entendemos que a dificuldade é grande. Os bons jogadores custam mais caro e as equipes que possuem o passe deles não querem liberar. Apesar disso, estamos atrás de outras duas ou três peças para nos dar uma boa condição durante o torneio”, disse Márcio Fernandes na semana passada.

 

Técnico  - Márcio Fernandes
Técnico - Márcio Fernandes | Jorge Luís Totti/ Paysandu
 

É de se esperar que em nem todos os jogos as alterações a serem feitas surtirão o efeito esperado pelo treinador. No caso bicolor, em que o time parece ter encontrado um bom encaixe nesse início de competição nacional, as alterações nem sempre têm encontrado a ressonância esperada. Contra o já citado Mirassol, o atacante Alessandro Vinícius entrou e saiu de campo no decorrer dos 90 minutos. Foi de substituto a substituído.

Meia do Paysandu recebe alta após problema pulmonar

Fernandes explicou a situação como normal dentro das peculiaridades de uma partida de futebol. “Ele entrou meio perdido no posicionamento. Nós estávamos perdendo naquele setor. O Alessandro tinha condições para fazer isso, mas não estava em um dia muito bom. Eu estou aqui para isso, algumas pessoas não entendem”.

Há outra situação que exige mais dos elencos, em especial na quantidade de jogadores. Com a mudança na fórmula de disputa da Série C, que deixou de ter dois grupos regionalizados para apenas uma de Norte a Sul, os deslocamentos que já eram longos passaram a ser mais ainda, com um desgaste bem maior e muito menos tempo de preparação e descanso entre as partidas.

“São viagens muito cansativas. Nós não somos muito privilegiados, Belém fica muito longe dessas cidades. É muito longe, assim existe um cansaço. As trocas precisam ser parelhas”, observou o treinador.

A diretoria do Papão não fala de reforços até que eles estejam na Curuzu ou já tenham contrato assinado. A busca, desde a lesão de Ricardinho, é por jogadores que supram a lacuna deixada pelo veterano jogador, que era o principal articulador de jogadas da equipe bicolor.

Em entrevista na última sexta-feira, o presidente Maurício Ettinger falou da procura por mais reforços. “O Paysandu ainda está no mercado. Nossa previsão é fechar com mais quatro atletas. Temos duas bem adiantadas e depois mais duas em prospecção. Depois seguimos atentos e, se aparecer alguma coisa interessante, estaremos abertos a novas contratações e não vamos nos limitar a isso”.

Goleiros

Dos quatro goleiros do atual elenco bicolor, o jovem Cláudio Vítor, de 18 anos, ainda é uma promessa de futuro. Thiago Coelho (foto) assumiu recentemente a posição de titular para a qual foi contratado. Elias Curzel é o reserva imediato e Gabriel Bernard a segunda opção de banco. Não é uma posição a qual a diretoria deve ir ao mercado em busca de contratações, mesmo com algumas críticas de parte da torcida. Há a confiança na Curuzu que Thiago vai segurar essa posição e tem potencial para ser um dos destaques da equipe.

 

Goleiro Thiago Coelho, do Paysandu
Goleiro Thiago Coelho, do Paysandu | Foto: Vitor Castelo/Ascom Paysandu
  

Zagueiros

É o setor mais criticado pela torcida. Genílson tem sido o único a passar sem maiores arranhões pelas reclamações, tanto que é titular absoluto desde o começo do ano. Lucas Costa foi contratado para a Série C e assumiu a posição no time. Douglas e Bruno Leonardo também foram contratados e se juntaram a Lucas Marreiros e Marcão. Foram três reforços para o Brasileirão, daí as apostas pequenas de que vá chegar mais alguém ao setor. Douglas sequer estreou e há a expectativa de que Marcão tenha uma recuperação técnica depois de um começo irregular na temporada.

Laterais

Dos quatro jogadores contratados esse ano para as laterais do Papão, todos já tiveram oportunidades de serem titulares. Hoje, Igor Carvalho atua pela direita e Patrick Brey pela esquerda, mas as sombras de Polegar e João Paulo são grandes. A menos que apareça um negócio irrecusável, pouca gente acredita que vá chegar alguém para a posição. Sem falar que a base conta com jogadores que já foram testados no Campeonato Paraense e podem ser acionados. A menos que alguém se machuque, dificilmente as laterais terão novidades.

Volantes

Aparentemente, o elenco bicolor conta com jogadores suficientes para o setor. Por mais que Bileu provavelmente não jogue mais em 2022, o grupo conta ainda com Yure, Christian, Éric, Mikael e Wesley. Em quantidade, há gente suficiente para marcar no meio de campo, mas não seria nenhuma surpresa se mais um jogador de contenção dê as caras na Curuzu. O que pode evitar mais contratações de volantes é que tanto o zagueiro Bruno Leonardo quanto o meia João Vieira (foto) podem atuar mais recuados, isso sem falar do meia José Aldo, que ajuda bastante no setor.

Meias

O setor de criação foi o que teve algumas das contratações mais acertadas do ano. Serginho encaixou, José Aldo renovou e Ricardinho passou a ser a referência do time. Mas, este último está de fora por mínimo quatro meses, podendo ser até mais, e a procura por um substituto é uma obsessão. A dificuldade é porque Ricardinho é um meia à moda antiga, pro bem ou pro mal. O que falta em velocidade sobra em qualidade na saída de bola e ninguém consegue desempenhar essa função na Curuzu com a mesma eficiência. Possivelmente é um setor do time que deve ter novidades nos próximos dias. Além de João Vieira (foto), que acabou de chegar, José e Serginho, o meia-atacante Marcelo Toscano pode atuar mais recuado.

 

Novo jogador - João Vieira
Novo jogador - João Vieira | Foto: John Wesley/ Paysandu
  

Atacantes

Se fosse fazer uma aposta quanto à primeira contratação a ser feita, muita gente escolheria a de centroavante. Gente é que não falta, mas Danrlei tem histórico de lesões e Henan não consegue emplacar uma boa sequência. O restante, Marlon, Dioguinho, Marcelo Toscano, Robinho e Alessandro Vinícius atuam mais pelos lados. O Paysandu está no mercado atrás desse homem-gol, mas tem que ser alguém que chegue pronto para jogar e dentro da realidade financeira do clube, o que dificulta sobremaneira na procura.

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