O futebol costuma ser palco de sonhos, conquistas e celebrações. Mas, em alguns momentos, também se transforma em cenário de dor e despedida. É exatamente esse sentimento que toma conta do esporte paraense nos últimos dias. A comoção provocada pela morte de Hecton Alves Lima, preparador físico das categorias de base do Águia de Marabá, mobilizou atletas, dirigentes e torcedores desde a última quinta-feira, 15.
Apesar da forte ligação profissional com Marabá, cidade onde construiu parte importante de sua trajetória no futebol, a despedida de Hecton não acontece no município. O velório e o sepultamento foram realizados em Conceição do Araguaia, no sul do Pará, por decisão da família, que optou por não fazer o translado do corpo para Marabá.
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Hecton tinha apenas 33 anos e morreu na noite de quinta-feira, vítima do grave acidente envolvendo o ônibus que transportava a delegação sub-20 do Águia de Marabá. A equipe retornava ao Pará após a histórica participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior, competição que o clube disputava pela primeira vez. A tragédia interrompe de forma abrupta um momento marcante para a base aguiana.
O sepultamento aconteceu neste sábado, 17, cercado de emoção e homenagens de familiares e amigos mais próximos. A diretoria do Águia de Marabá ainda tenta viabilizar uma despedida simbólica na cidade, para que atletas, profissionais do clube e a comunidade esportiva possam prestar suas últimas homenagens. No entanto, a decisão familiar é mantida, e não haverá cerimônia oficial em Marabá.
Desde a confirmação do falecimento, a repercussão é imediata. Jogadores que conviveram com o profissional, colegas de trabalho e torcedores utilizam as redes sociais para expressar tristeza e solidariedade. Mensagens de carinho, agradecimento e reconhecimento à dedicação de Hecton ao futebol se multiplicam, evidenciando o quanto ele era querido no meio esportivo.
Enquanto o luto toma conta do ambiente, o Águia de Marabá segue prestando assistência às demais vítimas do acidente e dando suporte às famílias envolvidas. O clube acompanha de perto toda a situação, em um momento que vai muito além do campo e da bola.
A perda precoce de Hecton Alves Lima deixa uma marca profunda no futebol paraense. Mais do que um profissional dedicado, ele é lembrado como alguém que ajudou a formar jovens atletas e a construir sonhos. Neste sábado, o último adeus acontece em Conceição do Araguaia, mas o legado deixado por ele permanece vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver ao seu lado.
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