O Estádio Municipal de Belterra, conhecido como Dedecão, virou alvo de questionamentos formais do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profissional do Estado do Pará (SINJOP), que enviou um documento à Federação Paraense de Futebol (FPF), solicitando a suspensão imediata de jogos no local. O pedido tem como base uma série de irregularidades estruturais e, principalmente, as condições do gramado, apontadas como risco direto à integridade física dos atletas.
O local vem sendo utilizado como alternativa para os clubes de Santarém. Isso porque o Estádio Colosso do Tapajós segue em obras, obrigando as equipes a mandarem os jogos para a cidade vizinha durante o Campeonato Paraense.
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No ofício encaminhado ao presidente da FPF, Ricardo Gluck Paul, o sindicato afirma que não foi convidado para participar das vistorias técnicas realizadas antes do início das competições, apesar de representar a categoria mais impactada pelas condições de jogo. Segundo o SINJOP, essa ausência compromete a transparência do processo e ignora o papel da entidade na defesa dos direitos e da segurança dos jogadores.
O documento destaca que os problemas no Dedecão já eram conhecidos desde a primeira rodada do Campeonato Paraense. De acordo com o sindicato, o estádio tem capacidade limitada para apenas 850 ingressos, o que resultou em arrecadação considerada insuficiente e deixou pendências financeiras sob responsabilidade do clube mandante. Além disso, são citadas falhas estruturais graves, como a falta de sanitários adequados para o público, número insuficiente de portões de acesso e saída — o que descumpre exigências legais — e ausência de condições mínimas para situações de emergência.
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As críticas mais contundentes, no entanto, recaem sobre o estado do gramado. Conforme descrito no ofício, imagens e vídeos analisados pelo sindicato mostram que o campo não possui grama adequada, mas sim buracos cobertos com areia pintada de verde, numa tentativa de simular a aparência do gramado natural. Para o SINJOP, a situação representa um risco iminente de lesões e compromete a integridade física dos atletas.
Diante desse cenário, a entidade pede que o Dedecão seja vetado das competições oficiais até que todas as irregularidades sejam sanadas e que o estádio volte a oferecer condições mínimas de jogo. O sindicato também solicita que uma cópia do documento seja encaminhada ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), para que o órgão revise eventual parecer favorável à liberação do estádio e se manifeste novamente sobre as condições do local.
Assinado pelo presidente do SINJOP, Oberdan Bendelac de Menezes, o ofício reforça que a reivindicação não se limita a questões esportivas, mas envolve segurança, saúde e dignidade profissional. A entidade afirma estar à disposição para prestar esclarecimentos adicionais e disse que aguarda posicionamento da Federação Paraense de Futebol sobre as providências que serão adotadas.
O DOL entrou em contato com a Prefeitura de Belterra, responsável pela administração do local, pedindo esclarecimentos sobre as condições atuais do campo e aguarda um posicionamento.
VEJA O OFÍCIO


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