Time azulino goleou o Cristal e garantiu o 1º lugar do grupo e a vaga antecipada para a 2ª fase
Um jogo de um time só, uma nota só. O Remo foi extremamente superior e quebrou o Cristal (AP) em quatro partes. Foi um 4 a 0 justo, incontestável. Poderia até ter sido de mais. A vitória foi pouquíssima ameaçada – apenas em lances esporádicos de ataques malsucedidos do visitante do jogo de ontem, válido pela quinta rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.
A goleada foi um alento aos pouco mais de quatro mil pagantes que se dirigiram ao Mangueirão e saíram com a garantia matemática de classificação à próxima fase do nacional. De quebra, os azulinos comemoram a certeza da liderança do grupo A, com uma rodada de antecedência.
Antes de ir a Cametá e concluir a sua participação nesta etapa do torneio, os remistas ainda vão avaliar os pormenores da vitória sobre os macapaenses. Vão analisar, com certeza, que o craque da partida foi Vélber. O Risadinha foi a principal peça ofensiva da engrenagem montada por Giba. Movimentou-se, caiu pela esquerda, pela direita e confundiu a marcação do rival. Ainda colocou Marlon e Zé Carlos em condições de gol. Apenas o lateral aproveitou.
Vélber bem que poderia, no entanto, ser mais auxiliado por Gilsinho ou Canindé. Ambos se esforçaram, contudo, pouco saíram da marcação. Se fossem mais ágeis e efetivos, o Leão poderia ter ampliado o marcador ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, Giba insistiu com Gilsinho e acabou substituindo Canindé por Gian. Por isso, o segundo gol remista tem um quê da comissão técnica. Gilsinho foi o autor num chute forte e preciso. E o adversário caiu de vez, como um lutador que foi à lona. Deu espaços para as manobras de Vélber, dessa vez, auxiliado por Gian. Suicídio anunciado!
Foi Gian quem passou para Vélber assinalar o terceiro. Um golaço e, sobretudo, um prêmio ao melhor do jogo. Vélber, o mais efetivo, seguido por Marlon, digno de uma menção honrosa. O lateral-esquerdo atuou com segurança, desenvoltura e, além do primeiro gol, cruzou com categoria para Júlio Bastos assinar o quarto gol. O volante fechou a goleada, mas bem que poderia ter sido o Frontini, o Heliton...
Nada de moleza no reino azul
Para o Leão, as três vitórias em casa, além dos empates fora resultaram numa classificação antecipada à fase seguinte. No momento, o adversário do primeiro mata-mata seria o Vila Aurora, segundo colocado do Grupo 2.
Contudo, a comissão técnica evita projetar a sequência do campeonato. A última rodada da primeira fase, contra o Cametá, no interior do Pará, não será tratada como cumprimento de tabela. É a ordem de Giba. “Não podemos perder o foco”, avisou, exigindo mais vitórias e gols que agregarão qualidade à campanha. “São quesitos que podem fazer a diferença lá na frente”.
Aliás, aproveitando um intervalo na tabela da Série D, precisamente dia primeiro de setembro (quarta-feira), o Remo deve viajar ao interior de São Paulo para enfrentar, de forma amistosa, o Noroeste, como parte das comemorações pelo centenário do clube paulista. “O Noroeste é um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro”, frisou Giba.
Giba fica com sorriso no rosto
As reações do treinador Giba confirmam a satisfação com a evolução técnica da equipe. Tranquilo, ele chegou a abandonar a área técnica, sentou no banco ao lado dos substituídos e conversou com Canindé, por exemplo. Reagiu pouco, talvez, nem precisasse. Já na reta final do segundo tempo, até pareceu se desculpar com Vélber, ao substituí-lo minutos após o gol do meia-ofensivo.
“Jogamos bem e confirmando as colocações que fiz aqui. Jogador de futebol precisa de conforto, temos uma equipe altamente técnica”, defendeu, insistindo com o argumento que o fez solicitar a alteração do horário do jogo. A razão? A temperatura mais amena e, portanto, a adaptação mais rápida dos jogadores ‘importados’ com a bola rolando às 17h. “Temos um elenco! Estou muito contente com o trabalho de todos. O trabalho, modéstia à parte, vem sendo muito bem feito”, defendeu.
Para defender o argumento, Giba destoou do comandante do Cristal. Flávio Barros lamentou a fragilidade do seu time e pediu seis reforços, apesar do perigo de desclassificação. Já Giba... “O adversário não é fraco. Tanto é que eles estão no páreo. A vitória foi merecida porque nosso time fez por merecer”, opinou. “Se fosse por 1 a 0, ficaria feliz do mesmo jeito”. (Diário do Pará)
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