Sorte no jogo, nem tanto nos negócios. É assim que o Paysandu pode se considerar nos últimos dias. A ótima campanha que faz na Série C é ofuscada pelos problemas de bastidores. Depois de Moisés reclamar seus direitos na justiça trabalhista – tem a audiência marcada para o próximo dia 26 - chegou a vez de mais uma jovem promessa do clube alviceleste tentar seu desligamento da Curuzu. O meia Jenison também entrou com uma reclamação no Tribunal Regional do Trabalho pedindo a liberação de seu passe, mas agora, afirma que não vai levar o caso adiante.
“Não vai dar em nada. Foi na semana retrasada que entrei com essa ação, mas o Paysandu já acertou tudo. O Fred Carvalho (diretor de futebol) conversou comigo. Eles me deviam dois meses de salários atrasados e, como não estava me sentindo bem no clube, resolvi fazer isso”, explicou ao Bola.
Vale lembrar que Jenison é ligado a mesma firma que cuida da carreira de Moisés. “Sim, foram os advogados da mesma empresa, mas eu até já conversei lá e disseram para eu deixar isso e ficar tranquilo, pois de qualquer forma estou empregado. Posso até sair, mas quero ir numa boa”, ressalta.
O próprio meia comenta que está mais calmo com as chances que está tendo de jogar com os titulares. No coletivo de ontem, o jogador foi observado na equipe principal no lugar de Fabrício. “Estou mais tranquilo. Eles pediram que eu esperasse que ia ganhar oportunidade e isso está acontecendo”, explica. Jenison ganhou uma chance de jogar no decorrer da estreia do Papão com o Rio Branco, que terminou na goleada de 6 a 2.
Presidente puxando orelhas
Tranquilo, Jenison fala ainda que o seu outro ‘chefe’, Luiz Omar Pinheiro, presidente do Paysandu, não anda nada satisfeito com as ‘estripulias’ que os garotos da Curuzu andam aprontando. “O presidente é um cara muito bacana, mas com a situação do Moisés ele já chamou a gente e brigou”, conta
A reportagem procurou Luiz Omar para comentar a questão. O cartola informou que ainda não tomou conhecimento oficial do teor da reclamação trabalhista de Jenison, mas, não deixou de dar a sua opinião.
“Esse bafafá estourou no final da tarde. Esses rapazes estão sendo muito mal orientados, por esses empresários, que metem corda (sic). Sobre esses dois casos, até já saiu na imprensa que eu poderia mostrar logo esses documentos que provam que não devemos nada, mas isso é a nossa defesa e só mostraremos quando for a audiência. Eu volto a repetir, o Paysandu não perde essas questões, mas não posso contar o motivo”, afirma.
Bem mais calmo do que de costume, Luiz Omar pediu espaço para deixar um recado aos empresários que cuidam das carreiras de Moisés e Jenison. “Se eles estão tão preocupados com a carreira dos jogadores, deveriam criar um centro de treinamento e fazer como a gente faz aqui, dar alimentação, estrutura...”, pontuou. (Diário do Pará)
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