Desenha-se uma disputa interessante por uma vaga no setor de meio-campo do Remo. A disputa sadia, como proclamam os boleiros, está sendo travada por Canindé e Gian. Até agora, o treinador Giba não deu pistas mais claras sobre o dono da camisa 10 azulina na partida de domingo (22), contra o Cametá, no Parque do Bacurau. Disse, porém, que não poupará um jogador sequer, apesar de o Leão estar classificado à próxima fase da Série D e sustentando o primeiro lugar do Grupo A.
Canindé está ameaçado, afinal, é o atual titular, embora ainda não tenha atuado de forma satisfatória. Tanto que foi substituído nas duas vezes em que foi a opção número 1 da comissão técnica. Cedeu lugar a Heliton, autor do gol da vitória contra o América (AM).
Já na última rodada, Canindé saiu para a entrada da sombra Gian. Com relação às críticas, o sergipano evita polemizar. Prefere optar pelo discurso mais tradicional. “Da minha parte, eu tenho que continuar trabalhando, fazendo o meu trabalho. Participei de dois jogos e agora é que estou me entrosando com os demais”, disse. “Com os treinamentos, vou melhorando nisso, me adaptando ao calor”, frisou. No final da entrevista, contudo, o apoiador foi claro. “Não tem mais desculpa”, garantiu.
Enquanto isso, Gian argumentou que a sua escalação é um caso a ser solucionado pela comissão técnica, mas assegurou que se sente capaz de jogar um futebol de alto nível durante os 90 minutos dos confrontos. Hoje, a partir das 16h no Baenão, Giba orientará um coletivo-apronto e, então, confirma quem venceu o duelo – mesmo que parcialmente.
Coquetel para celebrar marca histórica
Em meados de 2006, assim que acertou com o Remo, Adriano não imaginava que quatro anos depois seria reconhecido como ídolo do clube e completaria 150 jogos com a camisa azul-marinha. A marca foi estabelecida no último domingo, na vitória diante do Cristal (AP). “Nunca tinha pensado em alcançar essa marca”, admitiu.
Hoje, a partir das 18h30, no Baenão, o goleiro será o protagonista de um coquetel para comemorar a escrita, a trajetória de quatro temporadas seguidas. Foram momentos alegres, como a conquista de dois títulos estaduais, e tristes, consumados com rebaixamentos. Ontem, Adriano foi até a sala de imprensa do Baenão e atuou como mestre de cerimônia. “Queria convocar todos”, declarou, informando que o portão do estádio remista estará aberto aos torcedores.
De acordo com a programação, ele vai lançar a camisa comemorativa dos 150 jogos pelo clube. A estratégia de marketing envolverá um preço acessível do produto e a ideia é arrecadar dinheiro para destinar a compra de equipamentos. O departamento beneficiado será o de fisioterapia do Remo. Ainda ocorrerá o leilão da camisa oficial usada na partida anterior, cuja cor é cinza, expõe o nome do atleta e o número 150.
Zé Carlos continua fora do time
Agora, é oficial: o atacante Zé Carlos foi vetado para o jogo do final de semana, válido pela sexta e última rodada da fase classificatória da quarta divisão. O médico Ricardo Ribeiro explicou o caso e estima a próxima segunda-feira (23) como um prazo para que o jogador retorne às atividades normalmente, após dores musculares no adutor da coxa direita.
“Ele voltou a sentir um incomodo no intervalo do jogo anterior”, afirmou, esclarecendo, no entanto, que a substituição de Zé Carlos por Frontini se deu por uma opção do treinador Giba. “Foi uma opção técnica”, comentou.
Ricardo Ribeiro explicitou que foi realizado um exame de ultrassonografia parta avaliar o quadro. “Constatou-se apenas um estiramento. Ele já voltou a parte fisioterápica e de remédios. Você pode sentir a dor e não necessariamente o diagnóstico vai dar uma lesão. Já trabalhamos o psicológico dele e segunda-feira ele voltará normalmente”, prevê.
Por outro lado, Landu não é mais paciente do Departamento Médico. O atacante já está treinando fisicamente depois de uma lesão no ombro esquerdo.
Trajeto azulino será bem longo
Antes de entrar em campo e duelar contra o time de Fran Costa, a delegação do Remo terá que lidar e ‘passar cima’ de mais um obstáculo: as mais de cinco horas de viagem, intercaladas com percursos de ônibus e três balsas. É o trajeto para chegar a Cametá, interior do Estado.
Um dos últimos reforços integrados ao plantel, o zagueiro Ênio, já conversou com a ala mais experiente do plantel a respeito do assunto. “O Pedro Paulo já nos passou algo. Vai ser bacana ver a paisagem, é sempre muito legal conhecer”, afirmou, ansioso. Os atletas remanescentes do Parazão fizeram o percurso no final de janeiro, quando venceram o time da cidade, por 2 a 1, gols de Marciano. “Tenho alguns parentes em Xinguara, mas aqui pra cima, não conheço nada”, continuou o defensor.
Canindé não se preocupou com o tempo que será gasto. “Olha, comigo, não tem esse problema de distância. Em São Paulo, os interiores são longe também. Temos que enfrentar cinco horas ônibus”, comentou o ex-jogador do Santos (SP). O ineditismo da viagem de balsa é um fator a parte. “Será a primeira vez. Vai ser bonito, dá pra tirar fotos”, imaginou o meia-esquerda. Para evitar problema de desgaste e facilitar a adaptação, a delegação sairá de Belém sábado (21), após o horário do almoço. (Diário do Pará)
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