Em um mata-mata, qualquer bobeada pode ser fatal. E o Izabelense sentiu isso na pele, ontem. Depois do apagão de vinte minutos na primeira partida contra o Parauapebas, domingo, em Parauapebas, quando a equipe sofreu três gols-relâmpagos no segundo tempo, o empate de ontem em 0 a 0, em pleno Edilson Abreu, decretou o fim do sonho do Frangão da Estrada de voltar à primeira divisão estadual.
Apesar da boa vantagem conquistada no primeiro jogo, o Parauapebas não abriu mão de atacar e começou o jogo pressionando, com a postura que era esperada dos donos da casa. Hélcio, Ró e Diego Silva levavam perigo ao gol do Izabelense, defendido por André Luís, que salvou a equipe da casa.
Mas o herói do jogo foi o goleiro adversário: Rogério frustrou cada uma das investidas do Frangão, que também pecou muito na finalização, errando o alvo em várias oportunidades. No final da contas, o empate em zero coroou as boas atuações dos dois goleiros, punidos os atacantes ruins de mira. Pior pro Izabelense.
“O jogo foi decidido lá (em Parauapebas), quando sofremos três gols em 22 minutos. Esse apagão custou caro”, lembrou o técnico do Izabelense, o português Luís Oliveira, que aproveitou para alfinetar a Federação Paraense de Futebol. “Uma rodada decisiva como essa não podia sofrer alterações de horário. Os outros dois jogos, que tinham influência direta no mata-mata, não poderiam ser disputados depois”, resmungou.
Classificado, o técnico Samuel Cândido não tinha do que reclamar. Preocupação só com as semifinais. “Temos que manter o foco e saber que os outros três times que chegarem também têm seu valor”, apontou. (Diário do Pará)
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