Quando se fala em eleições, todo um clima de tensão é criado, colocando frente a frente situação x oposição. Em Belém, os dias estão sendo quentes, não apenas por uma eleição, mas sim duas e nos dois maiores rivais do esporte paraense: Remo e Paysandu. Mergulhados em dívidas, enrolados em processos trabalhistas que ameaçam seus patrimônios, os titãs adormecidos tentam mudar seus destinos. As urnas podem ser o início.
Detalhe: chamando ainda mais atenção está o interesse cada vez maior de azulinos e bicolores, que acompanham os passos dos candidatos como nunca. Torcedores interessados, cartolagem também. De camarote, os dirigentes da Federação Paraense de Futebol aguardam o desfecho das corridas eleitorais. É a chance de todos caminharem juntos.
“Não haverá vencedores ou vencidos, mas os clubes sim precisam sair vitoriosos”, aponta, diplomaticamente, o vice-presidente da FPF, José Ângelo Miranda.
Há um mês o Zé Ângelo propôs que os contratos de patrocínio da Funtelpa com os clubes fossem revistos, incluindo uma cláusula que exige que 35% das cotas sejam destinadas às categorias de base. Valores próximos à R$ 400 mil e que no entendimento de Zé Ângelo Miranda dariam novo gás aos clubes.
“Estaríamos formando atletas e cidadãos identificados com nossos clubes”. “Tão logo estejam empossados os novos presidentes, vamos convidá-los pra uma explanação desses projetos”, garantiu o vice da FPF.
Outra ideia que deve ser discutida nessa reunião é a transparência nas finanças dos clubes, seguindo o exemplo da FPF, que em 2010 divulgou balancetes mensais e também jogo a jogo. (Diário do Pará)
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