A chuva que teimou em cair desde as primeiras horas da madrugada de ontem e continuou ao longo do dia, impediu que os jogadores do Paysandu fizessem o reconhecimento do gramado da Curuzu, palco do jogo de amanhã entre os bicolores e o Castanhal. Todavia, o técnico Sérgio Cosme não se deu por vencido, correu para o campo do Kasa e tratou de fazer o último coletivo-apronto, antes da estreia de amanhã (23), no mesmo horário do jogo, às 10h.
A atividade foi marcada por várias observações de jogadores no decorrer do treino, como Sidny na ala esquerda. “São modificações que, se acontecer, o jogador está ciente e vai dizer ‘não é a primeira vez que eu fiz isso’. O Sidny já jogou do lado esquerdo também, ele é ponta-esquerda e direita, então fiz três zagueiros, puxei o Alisson para cobri-lo, liberando os dois laterais, tanto o Cláudio Allax, quanto ele para o ataque”, explicou o treinador, que optou por não relacionar Thiago Potiguar à partida, mesmo com a liberação do atleta pela FPF. Potiguar vai ser preservado para a segunda rodada e continua em tratamento clínico do joelho.
Cosme preferiu não escalar a equipe, mas disse já ter o listão de quem vai entrar em campo, amanhã, além de observar a participação de Heliton, que se destacou no apronto, ao marcar três gols. “A equipe está na minha cabeça. No segundo tempo, a outra equipe (de baixo) ficou muito fragilizada, ficamos com praticamente cinco atacantes no time, contando com os meias, deixando a defesa do outro time exposta. Tenho muitas referências do Heliton, converso muito com ele, mas até agora ele não me passou confiança, porque, pelo biotipo dele, ele jamais pode jogar de costas para a zaga, tem que vir com essa bola pelo lado, ele fez isso hoje e fez um bom treino”, avaliou.
Experiência conta, mas não é tudo
Nesse início de Campeonato Paraense, cercado por jogadores que vão debutar na competição, o atacante do Paysandu, Zé Augusto, faz valer toda a sua experiência, adquirida ao longo das 16 edições que já disputou, desde que resolveu trocar o Maranhão pelo Pará. E para quem não acredita que o Terçado dê conta de disputar 90 minutos de uma partida, o próprio dá seu recado e ressalta que é preciso preparo.
“Eu sempre trabalho para jogar. Infelizmente, até pela minha idade (36 anos), as pessoas acham que eu não tenho condições de participar os 90 minutos, mas eu sempre trabalho para jogar em tempo integral. Nessas últimas temporadas, tenho sempre sido utilizado mais no decorrer das partidas. Agora tenho certeza que vai ser mais um ano que vou procurar passar minha experiência para os garotos mais novos e também fazer a alegria do torcedor, porque é isso que eles esperam do Terçado”, afirma.
A experiência do veterano conta, mas não é garantia, explica o próprio Zé, que já ensina a primeira lição aos novatos no regional. “São 16 Paraenses disputados, um na Tuna, um pelo São Raimundo e 14 pelo Paysandu. Tenho experiência, mas a cada ano é diferente, se não tiver preparado, vai ter dificuldade sempre, mas tenho certeza que estamos preparados, para irmos em busca desse tricampeonato”, assegura. (Diário do Pará)
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