Enquanto a maioria dos clubes comemorou o novo acordo com a Funtelpa, em que conseguiram aumentos superiores a 50%, os maiores beneficiados do contrato passado, a dupla Re-Pa, reduziram pela metade os seus ganhos de verbas governamentais. A verba atual de Leão Azul e Papão será de 690,5 mil reais para cada um, quantia bem abaixo dos 1,2 milhão de reais recebidos por ambos no ano passado.
Uma das reivindicações dos titãs paraenses seria o ajuste para 960 mil reais, com um declínio de 20% em relação à cota passada, além do veto das transmissões na capital paraense, pela TV Cultura, dos jogos realizados em Belém. Para se ter uma idéia dos prejuízos causados pelas transmissões pela TV na capital, no domingo (23), o jogo entre Paysandu e Castanhal, na Curuzu, teve um público pífio, mesmo a fiel bicolor estando há três meses sem acompanhar seu time em competições oficiais. Motivo: foi divulgado que a partida seria televisionada, o que acabou não acontecendo. No dia seguinte, contrastando com a situação do rival bicolor, o Clube do Remo conseguiu levar para o Baenão mais de 11 mil pessoas.
Com a definição das cotas da Funtelpa ontem, os presidentes de Remo e Paysandu não aceitaram o que foi acordado e represálias à decisão estão sendo arquitetados por ambas as partes. O presidente do Papão, Luiz Omar Pinheiro, não aceita o atual acordo. “Esse processo está todo errado, porque as principais partes envolvidas nesse contrato, Remo e Paysandu, não foram chamadas para expor a situação. Vou conversar com o Sérgio Cabeça (presidente azulino) para uma reunião conjunta, pois, com esses valores, não vai dar. De repente a solução é não passar os jogos de Remo e Paysandu para a capital ou só se transmite o Re-Pa”, disse, indignado.
Sérgio Cabeça Brás, presidente do Leão, tem pensamento semelhante. “Me foi dito que esse corte do governo iria atingir o contrato com os clubes. Mas, se realmente isso acontecer, o valor ficaria em R$ 960 mil e não nessa redução de quase 50% que está sendo feita com Remo e Paysandu”, acredita.
PROPOSTA
Presidentes de Remo e Paysandu aceitam reduzir em até 20% as suas cotas, ficando em 960 mil reais o valor de cada um. Só não aceitam a redução pela metade. (Diário do Pará, com informações do DOL).
Assista à reportagem da TV RBA, clicando no ícone abaixo:
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