Com o Re-Pa agendado para esse domingo (13), no Mangueirão, o torcedor do Papão vai ter a oportunidade de observar em campo alguns veteranos do clássico, como Sandro, provável opção para o lugar de Alex Oliveira, e Vanderson, aguardado para fazer sua estreia nessa volta ao Clube de Suíço.
Vanderson, com o know how adquirido não apenas em Re-Pa, mas também em Ba-Vi, entre outros, dá algumas dicas aos menos experientes e afirma que já perdeu as contas de sua participação em clássicos. “Se perguntar assim eu nem sei responder, foram vários. Tem que estar concentrado, em clássico tudo pode acontecer. Temos que começar bem o jogo, marcando, porque só assim vão ver que o Paysandu não está para brincadeira e sim para vencer o jogo”, pontua.
O ex-Vitória, recuperado da tendinite no joelho, lamenta as lesões que ocorreram em alguns colegas e, apesar de deixar claro que não gostaria de ter que entrar no jogo para substituir alguém nessa situação, afirma que está preparado e não crê em queda de produtividade na equipe. “Estou bem, infelizmente alguns estão machucados, lamento, mas têm jogadores que, se tiverem oportunidade, vão fazer de tudo para vencer, que é importante para o resto do Campeonato. Estamos no caminho certo e eu estou disponível para o que der e vier”, assegura.
O volante só não promete gols, coisa que nunca fez em Re-Pa. “Nem ameacei (risos), ainda não tive a oportunidade de fazer gol no clássico, estou ali mais para defender do que para atacar”, justifica. Vanderson, ao lado de Sandro e Zé Augusto, é um dos representantes da época de ouro do Paysandu.
Laranjeira não poupa corneteiros
Não queira estar na pele de um jogador diante de milhares de torcedores que avaliam cada detalhe dos 90 minutos de um Re-Pa e sempre cobram ao máximo do desempenho de seu time. Se o Olímpico vai lotar na tarde do próximo domingo ninguém pode afirmar, mas, independente disso, os atletas vão ter que se desdobrar para não serem ‘cornetados’. Por isso mesmo, o zagueiro do Paysandu, Cristiano Laranjeira, se esforça para não ouvir mais tantas críticas.
“Vamos procurar fazer mais trabalho de posicionamento, para defender melhor, um pouquinho. Mas, enquanto estivermos fazendo mais gols e tiver dando certo, está bom para a gente”, ressalta. O recado é para os ‘corneteiros’ dos últimos jogos. “Fiquei um pouco chateado, algumas críticas foram construtivas, outras destrutivas, mas estou no meio há muito tempo e sei que isso faz parte da profissão. Uma equipe que agride como a nossa, fazendo tantos gols, há alguns espaços, isso é normal. Também não podemos tirar nossas responsabilidades”, observa ele, que vai compor a defesa com Tinoco.
Em quatro jogos, o Papão marcou 13 gols e levou outros sete, o que o deixa com um saldo positivo de seis tentos. Mas Laranjeira afirma que sua preocupação é outra diante dos azulinos. “Estamos buscando se distanciar deles e garantir a primeira colocação no turno, isso é o importante”. (Diário do Pará)
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